Preocupada
em fornecer informações a um público de 70 pessoas que tiveram algum membro do
corpo amputado, a coordenadora do Centro Especial de Reabilitação Nilmo Júnior,
Darla Piato, solicitou a presença de técnicos do INSS para uma palestra com os
pacientes, para informá-los sobre os direitos e como podem acessar benefícios
da Previdência. O evento ocorreu na manhã desta sexta-feira (21) e acabou
virando um debate, já que o público teve total liberdade de intervir e
questionar os profissionais.
A
assistente social do Nilmo Júnior, Mirian Rodrigues, explicou que a Unidade é
responsável por fazer o primeiro período de adaptação destas pessoas, antes que
elas sigam para a protetização. Estes pacientes chegam encaminhados por um
médico do Município. Aqui eles iniciam um tratamento com fisioterapeuta,
psicológico, de terapeuta ocupacional e de assistência social para que preparem
o corpo e a mente para o principal objetivo deles que é receber a prótese,
disse.
Segundo
Mirian, no entanto, em meio ao contato diário com estas pessoas, os
profissionais do Nilmo Júnior notaram uma ânsia muito grande deles por
informações acerca de seus direitos e por isso o convite ao INSS. Existe o
direito social, a seguridade social, o amparo social e diversos benefícios que
nem todos têm o direito de receber e eles têm uma carência muito grande por
estas informações. A Darla (coordenadora) convidou e o INSS atendeu neste que
já é o 3º encontro de palestras que fazemos para discutir um assunto que é do
interesse deles, detalhou Mirian.
No
local, além dos serviços de preparo do paciente para a sua nova vida, o Nilmo
Júnior faz um acompanhamento de caso de pessoas que tenham histórico de
obesidade ou diabetes, que podem influenciar negativamente em uma futura
rejeição do organismo com a prótese. Apesar dos esforços locais, Mirian comenta
com preocupação a política atual do Governo do Estado com este setor na única
unidade pública habilitada de Mato Grosso pelo Ministério da Saúde para
próteses, órteses e meios auxiliares de locomoção (CER 3).
O
Centro de Reabilitação Integral Dom Aquino Corrêa Cridac é o local onde estas
pessoas seriam contempladas com a protetização, depois que fosse iniciado o
trabalho em Centros como o nosso que é CER 2. Acontece que desde 2010 o Cridac,
que tem sede em Várzea Grande está funcionando parcialmente e não tem suprido a
necessidade. Estão fazendo lá apenas pequenas manutenções, mas o serviço não
está andando. Isto cria uma dificuldade muito grande de realizarmos o trabalho,
porque as pessoas que estão aqui veem a necessidade de se preparar, mas o
objetivo delas é só um: a prótese. A nossa coordenação enviou um ofício nos
últimos dias cobrando uma posição de como serão os atendimentos aos nossos
pacientes em 2014, a esperança é que melhore, concluiu a assistente social.
Darla
Piato espera que depois desses questionamentos à assistente social do INSS,
cada paciente fique mais instruído sobre seus direitos e possa acessar aos
planos e programas oferecidos, já que cada caso pode tomar um rumo diferente
diante das possibilidades disponíveis no Instituto Nacional de Seguridade
Social.