São muitas as histórias encontradas nas ruas e motivos que levam as pessoas a abandonar os lares. A falta de estrutura familiar e as dependências de álcool e drogas são as principias alegações dos moradores de rua de Rondonópolis. Preocupadas com essas pessoas em situação de risco é que equipes de abordagem da Secretaria de Promoção e Assistência Social do município estiveram nesta segunda-feira (26) em vários pontos da cidade fazendo levantamento dos moradores de rua.
No centro da cidade mais de dez moradores de rua foram cadastrados pelas assistentes sociais, grande parte das pessoas que vive nas ruas de Rondonópolis é de outros Estados. Oferecemos oportunidade de emprego, quem não tem documentação pode tirar de graça e ainda quem quiser voltar para cidade de origem a Secretaria disponibiliza a passagem de ônibus, disse assistente social Adele Caroline da Silva Brito.
O principal objetivo é oferecer uma nova chance de reinserção social, através dos cadastros são identificados vários pontos, como escolaridade, profissão, se possui dependências de álcool ou drogas e os telefones de contato de familiares. Não queremos simplesmente dar a passagem para a pessoa ir embora, ligamos para família, conversamos e orientamos para que possam ser restabelecidos os laços familiares, explicou Eduardo Weigert Duarte, Secretário de Promoção e Assistência Social de Rondonópolis.
Quem tem família na cidade a Secretaria oferece acompanhamento com psicólogo e tratamentos para as dependências. O grande problema é que muitos não querem sair das ruas, como no caso de Ediclei de Souza Balbino, 28 anos, há nove mora nas ruas de Rondonópolis. Ele não tem alguns documentos, quer trabalhar, mas não quer sair da rua para nenhum abrigo, como é jovem não podemos obrigá-lo a procurar tratamento, já que é dependente químico, mas vamos tentar uma vaga no mercado de trabalho, afirmou Adele.
Em casos de idosos como de Seu Osmar Maciel Borges, 73 anos de Cianorte (PR), casado, quatro filhos, a Secretaria encaminhou um relatório para o Ministério Público pedindo a intervenção. Osmar não quer sair da rua, não conseguimos contato com a família, agora estamos aguardando a resposta da promotora, falou Adele.
Edirclei Ezequiel Rodrigues, 24 anos, é de Paraguaçu Paulista (SP), há três anos deixou a casa da mãe por não se entender com o padrasto, é alcoólatra e aceitou ajuda das assistentes para se tratar e voltar a trabalhar com servente de pedreiro. A Secretaria retira a pessoa e leva para a casa esperança, onde pode morar por nove meses, recebe alimentação, tratamento para dependentes químicos e de álcool e é encaminhada para o mercado de trabalho, disse Eduardo.
De acordo com o Secretário de Promoção e Assistência Social, as abordagens além de ajudar o morador de rua também têm objetivo de fazer levantamentos de quantas pessoas estão nas ruas de Rondonópolis e em que condição. Em dois meses estaremos com relatório completo para que medidas mais efetivas possam ser realizadas para resolver a situação, finaliza Eduardo Weigert Duarte.