O Dia Mundial de Combate ao Trabalho Infantil foi lembrado em Rondonópolis com apresentações artísticas e uma passeata pelo quadrilátero central da cidade, formada por alunos do Programa de Erradicação do Trabalho Infantil Peti.
No evento, que ocorreu na manhã desta quarta-feira (12), a secretária municipal de promoção e assistência social, Cláudia Virgílio, explicou que deve ser bem entendido por todos que a inicialização no mercado de trabalho de menores não pode ser confundida com o que é conhecido pelo aproveitamento da mão de obra ilegal infantil.
Em meio as apresentações de danças, músicas e teatro, Cláudia considerou que há ainda uma necessidade de esclarecimento em torno do que é o trabalho infantil, com a chance dos adolescentes de ingressarem no dia a dia de uma empresa para adquirir experiência.
A legislação hoje permite a contratação de jovens a partir dos 14 anos para ingressarem no mundo do trabalho, o que é fundamental para a formação não só profissional, mas pessoal deste jovem. Acontece que o menor aprendiz tem de ter a prerrogativa de priorizar seus estudos, se isto não estiver ocorrendo ai sim está errado, comentou a secretária.
A luta contra as condições degradantes que ainda são expostas a muitas crianças no Brasil é combatida pelo Governo Federal por meio do Peti em todos os cantos da nação. Em Rondonópolis, existe o espaço Jovem Cidadão I, na Vila Operária, a unidade II, no Jardim Ipanema, além de mais cinco núcleos descentralizados de trabalho dispostos pela zona rural (Nova Galileia, Gleba Rio Vermelho, Cascata, Chico Mendes, Naboreiro).
Ao todo o programa na cidade envolve cerca de 1.400 crianças. Leirson Fernando Vilalba, o Fernandão, é o coordenador da unidade da Vila Operária, que atualmente recebe 500 alunos. Ele afirma que várias são as frentes de trabalho para que de fato o Peti tenha a força de mudar realidades.
Desenvolvemos um trabalho lúdico, pedagógico, esportivo e artístico. As crianças participam de atividades no contraturno escolar com escolinhas de futebol, natação, danças, música, artes marciais, teatro e outras atividades. Nosso objetivo não é só tirar por um momento estes alunos de quadros de vulnerabilidade social, mas apresentar junto a isso uma nova opção de vida, fala Fernandão.
A secretária Cláudia Virgílio salientou ainda que um trabalho eficaz no Peti só é possível se toda a família tiver envolvida. O nosso foco é a proteção integral, então temos de fortalecer os vínculos familiares. A família é a célula mater da sociedade, todos precisam sentir este amparo, concluiu.