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REUNIÃO COM VALDENIR

Procurador e secretária pedem que ações da Defensoria sejam encaminhadas ao Estado

Hevandro Soares/ Gabinete de Comunicação Social

27/02/14 às 18:12

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Procuradoria solicita à Defensoria Pública que casos específicos de saúde de alta complexidade sejam cobrados do Estado e não do Município‏ | Matusalem Teixeira

A secretária de Saúde de Rondonópolis, Marildes Ferreira, e o procurador geral do Município, Fabrício Miguel Corrêa foram recebidos pelo coordenador do Núcleo da Defensoria Pública de Rondonópolis, Valdenir Pereira, na manhã desta quinta-feira (27) para esclarecer alguns pontos sobre ações que têm sistematicamente sido propostas pelo Órgão e acatadas pela justiça, fazendo com que o Município tenha que cumprir com vários investimentos na área da saúde relacionados a tratamentos de média a alta complexidade. Na visão, tanto de Marildes, quanto de Fabrício, estes encaminhamentos têm de ter outro foco de cobrança: O Governo do Estado.

Marildes argumentou todos os desfalques orçamentários que a gestão atual do Executivo Estadual tem causado aos municípios, não só com a omissão de repasses que lhe cabem, como a retenção de valores de convênios feitos entre as prefeituras e a União, que ao passar pelo Governo do Estado têm sido congelados, caso, por exemplo, do Samu. Em 2013, o Governo do Estado não repassou R$ 800 mil que são de Rondonópolis. Estamos junto à Procuradoria do Município vendo qual é a possibilidade jurídica de termos este recurso disponibilizado a nós. Não podemos continuar fazendo a nossa parte e a parte do Governo do Estado, desabafou.

Apesar de garantir que até agora todas as ações que tiveram o Município como alvo foram devidamente recebidas e atendidas, o procurador pediu a sensibilização do coordenador para que este estrangulamento de recursos não continue a afetar tão somente os cofres públicos locais, bem como seja dado ao Executivo local só o ônus sobre os casos de saúde pública que seriam de responsabilidade do Estado. Recentemente nos chegou uma determinação de custear uma pessoa em uma clínica privada fora do Estado e ainda manter lá um acompanhante. Se o prefeito fizer uma previsão orçamentária para isso não terá como justificar este gasto ao Tribunal de Contas do Estado. É óbvio que não medimos esforços em atender aos anseios da população, mas há de se ressaltar que o que cabe ao Município é manter a baixa complexidade, que é a Atenção Básica. Média e Alta é dever do Estado e não tem sido feito. A Defensoria pode inclusive ser uma parceira nossa nesta cobrança, falou Fabrício a Valdenir, durante a reunião.

A secretária de Saúde ainda detalhou que ao Município já chegaram determinações sobre protetização, Ecoterapia, UTI aérea, além de outras demandas como remédios de custo elevado, que deveriam estar disponíveis no estoque do Município, mas que não estão porque foi uma das coisas que pararam de ser repassadas pelo Governo do Estado. A assistência farmacêutica se junta a Atenção Básica e somam R$ 4 milhões de atrasos em um tempo de 15 meses, período em que nada vem do Estado, externou Marildes.

O coordenador afirmou que irá conversar com a defensora Jacqueline Gevizie, responsável por encaminhar as situações envolvendo estes tipos de casos. Quando era eu quem fazia eu sempre salientava o Município e o Estado, a cumprirem o objeto. Terei uma reunião com a defensora pública e levarei o que vocês me passaram, garantiu o defensor.

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