O secretário de Habitação e Urbanismo de Rondonópolis, Roberto Carlos Correa de Carvalho, confirmou nesta terça-feira (20) que já chegou à Procuradoria Geral do Município a resposta favorável dada pelo juiz Francisco Rogério Barros, da 1º Vara de Fazenda Pública, quanto ao pedido de reintegração de posse de uma área municipal, onde já tem aprovado o projeto de construção do residencial Lúcia Maggi III e que foi invadida recentemente.
Localizada nas proximidades do bairro Lúcia Maggi, o projeto para a construção de cerca de 130 casas no local substituiu a iniciativa administrativa anterior que criaria o bairro Padre Miguel. O secretário Roberto confirmou que muitas das cerca de 50 famílias, que montaram barracos e permanecem acampados na área, são os próprios beneficiários que receberão casas e que temendo perder o benefício foram até o terreno.
O secretário detalhou que, no entanto, a ação pode fazer com que eles sejam impedidos de virarem beneficiários em um futuro próximo. Isto é um erro e estamos tentando conscientizar estas famílias. Eles estão cadastrados e muito perto de ter sua casa, acontece que se o Ministério das Cidades os identificarem como invasores, eles serão impedidos legalmente de terem suas casas, ressaltou.
Já têm nas proximidades da invasão, cerca de 37 famílias ribeirinhas que moram em residências já construídas em gestões anteriores. O secretário explica que só não foi possível continuar as obras de outras casas no local, porque teve de haver uma reforma do projeto para atender o objetivo social a qual ele estava envolvido. Toda a documentação migrou para o Minha casa, Minha Vida pelo fato de que o projeto anterior não seria capaz de atender toda a demanda de ribeirinhos que agora o Lúcia Maggi III conseguirá fazer. O projeto do Padre Miguel não existe mais, esclareceu.
O procurador geral do Município, Fabrício Miguel Corrêa, confirmou o caso do Lúcia Maggi III é a única invasão que a prefeitura tem responsabilidade direta.Esta área pública foi invadida por pessoas que estão cometendo um crime. Os outros casos envolvem terrenos e construções pertencentes a Caixa Econômica e a empreiteiras. O Município só participou da seleção inicial das pessoas e as envia para aprovação, explicou.