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OPORTUNIDADE

Moradores de ruas têm oportunidade de mudar de vida em Rondonópolis

Kalynka Meirelles- Gabinete de Comunicação Social

20/12/13 às 17:26

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: Marcelo Alves Teixeira é de Minas Gerais, tem 42 anos e desde os oito vive nas ruas | Roger Andrade

Uma parceria entre o Centro de Referência Especializado de Assistência Social Creas da Secretaria de Promoção e Assistência Social e a Polícia Militar leva aos moradores de rua de Rondonópolis a oportunidade de mudar de vida e ainda se quiserem, voltar para as cidades de origem. Foram feitas diversas abordagens em locais públicos do município.

As equipes compostas por duas assistentes sociais, uma psicóloga, motorista e dois Policiais Militares passaram três dias essa semana realizando abordagens entre às 18h e 21h. Eles estiveram na Praça Brasil, Praça dos Carreiros, Ginásio Marechal Rondon, antiga Rodoviária, antigo Ceadas, Igreja Bom Pastor, Praça da Saudade e proximidades da Uramb.

Um dos moradores que preferiu não se identificar tem 40 anos e é usuário de entorpecente há 19, explicou para as assistentes sociais que tem família na cidade e também teve emprego fixo, mas há quatro meses voltou a usar drogas quando resolveu sair de casa e ficar nas ruas da cidade.

A equipe ofereceu ajuda para interná-lo em um clínica de recuperação e quando terminar o tratamento inserí-lo no mercado de trabalho novamente, o homem aceitou e disse que vai procurar o Creas.

Marcelo Alves Teixeira é de Minas Gerais, tem 42 anos e desde os oito vive nas ruas do País, ele explicou para as assistentes, que morava com a avó e nunca conheceu os pais e quando ela morreu foi parar nas ruas, não frequentou escola , aprendeu a ler vendo placas e com a bíblia e trabalha com bicos de pedreiro e carpinteiro.

As assistentes ofereceram primeiramente a retirada de documentos, depois estudos, cursos profissionalizantes e assim conquistar uma boa vaga no mercado de trabalho. No caso dele é um processo demorado, como não tem documentos vamos providenciar, ele precisa de ajuda e desde que aceite vamos orientá-lo em tudo que for preciso, disse Coordenadora do Creas, Irinéia Aparecida de Melo Silva.

Marcelo disse que por vários municípios por onde passou nunca havia recebido uma oportunidade como essa. Nunca tive ninguém para me dar a mão, até achei estranho quando elas se aproximaram, eu aceitei e quem sabe um dia eu possa ser visto pelas pessoas como uma pessoa comum, não uso drogas e nem tenho vícios, só não tive orientação como essa, explicou.

No momento das abordagens foram realizados cadastros e uma triagem da situação do morador de rua. Para aqueles que queiram retornar para a cidade de origem e ao convívio familiar, a Prefeitura irá disponibilizar a passagem de volta, o benefício é vinculado à política de assistência social. Já para os que optarem em ficar na cidade e que desejam um trabalho, nós encaminhamos para o Albergue da Vila Operária, por uma semana, após encontrarem um emprego este prazo é ampliado para um mês, disse Irinéia Silva.

Grande parte dos moradores de rua é de outros Estados. Eles não apresentam documentos pessoais, possuem vínculo familiar rompido, onde um dos fatores é devido ao uso de entorpecentes. Outra causa é que algumas pessoas apresentam comprometimento ou distúrbio mental.

O Centro de Referência Especializado de Assistência Social Creas fica na Avenida Presidente Médici, na Vila Birigui, número 298.

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