Com a
presença de dezenas de diretores escolares, profissionais da saúde e da
assistência social pública municipal, além de diversos representantes e
autoridades de outros órgãos sociais, a maioria ligada a defesa de menores, foi
lançado, na Câmara Municipal de Vereadores, na manhã desta terça-feira (12), a
campanha Faça Bonito proteja nossas crianças e adolescentes, visando
a proteção do público alvo de abusos e da exploração sexual.
O
encontro foi marcado por três palestras com especialistas sobre o assunto e
abriu um concurso de frases e desenhos que percorrerá até julho todas as
escolas municipais, várias estaduais e particulares da cidade para a produção
de alunos, de 4 até 18 anos de idade, sobre o tema abuso sexual de menores. A
secretária Ana Carla Muniz, chefe da Pasta de Educação, discursou na solenidade
de lançamento da campanha, que vai até 18 de julho, enfatizando que um combate
contra este tipo de crime só seria realmente efetivo com a união de forças,
como a que ocorreu.
É muito
importante esta interface entre as Secretarias de Educação, Cultura, Esporte,
Assistência Social, Saúde, judiciário, empresas e outras representações porque
só de maneira irmanada conseguiremos efetivamente proteger nossas crianças.
Estamos falando de um problema muito grave que prejudica a formação psicológica
de um ser humano e que muitas vezes nasce dentro do que deveria ser a principal
base desta criança, que é a sua família, analisou Ana Carla.
A
psicóloga do Centro de Referência Especializado em Assistência Social Creas,
Cláudia Aparecida Cruz, foi uma das palestrantes da manhã, ao lado do médicoJosé
Felipe Horta Júnior e de Leandro Fábio Momente, presidente do Conselho
Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente - CMDCA de Várzea Grande.
Cláudia confirmou a realidade dita por Ana Carla e reiterou que dentro dessa
realidade é muito importante a sensibilidade do educador em notar a situação e
ter a atitude de denunciar.
Apesar
de não ser regra, realmente os abusos sexuais na infância são oriundos, em sua
maior parte, por delitos de próprios familiares. O professor, ao notar em algum
momento o fato, deve ter cuidado porque não há como saber até onde o pai ou a
mãe é conivente com a situação. Se a relação com a mãe, por exemplo, for muito
forte a ponto de proporcionar uma conversa pode ser que ajuda, mas a principal
ação é a denúncia. No estatuto da criança e do adolescente, inclusive, é
abordado a dever social de cada cidadão em relatar um possível ocorrido desta
natureza ao Conselho Tutelar ou no Disque 100, explicou a psicólogo, que falou
exatamente sobre esta responsabilidade do educador em sua palestra.
A
espera do Plano
Em meio
ao lançamento da campanha, representantes de conselhos, secretarias, judiciário
e todos os envolvidos na área falaram sobre a expectativa para a finalização
dos estudos, até o fim do mês, para que seja enviado para a Câmara o novo Plano
Municipal de Combate
à Exploração e o Abuso Sexual de Menores, que norteará pelos próximos cinco
anos as políticas locais em defesa das crianças e adolescentes. Estamos
fazendo o fechamento, mas creio que a partir do momento que este plano virar
lei todos os setores vão ter mais noção de onde exatamente vão atuar nesta
luta. Desta forma, vamos montar uma rede estruturada de apoio profissional não
só de prevenção como de apoio a casos contatados, finalizou a secretária
adjunta de Educação do Município e presidente do CMDCA de Rondonópolis,
Francismeire Pedrosa.