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ARTICULAÇÃO

Educação, Saúde e Ação Social se juntam para ampliar proteção básica

Hevandro Soares/ Gabinete de Comunicação Social

31/10/13 às 18:14

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Reunião no Cras do bairro Cidade Alta | Matusalem Teixeira

Os chefes de departamentos e demais profissionais que atuam diretamente no desenvolvimento de políticas de combate a vulnerabilidade social no Município realizaram uma reunião no Cras do Cidade Alta, na manhã desta quinta-feira (31). O objetivo do encontro foi o de fomentar a criação de um núcleo contínuo de troca de informações entre as Secretarias de Saúde, Educação e Promoção e Assistência Social, que permita a ampliação do atendimento de famílias em situações degradantes. A proposta visa ainda ter a criança como a porta de entrada do trabalho e seguidamente acompanhar os outros componentes do seu lar. O grupo tem o amparo técnico do Dr. em Psicologia Luis Fernando Barth, da Universidade Federal de Mato Grosso UFMT.

Psicólogo atuante na Secretaria de Educação do Município, Bruno Gonçalves comentou que a proximidade entre as Pastas possibilitará de imediato a eficácia do trabalho de cada um. Esta necessidade de agrupamento surgiu da demanda espontânea de cada Secretaria. Tivemos as primeiras reuniões e isto foi tomando proporção. Decidimos usar as estruturas do Cras e suas divisões pela seis regiões que estes abrangem para expor isto às escolas e entidades locais. No primeiro encontro intersetorial da saúde mental que tivemos em Rondonópolis, no mês passado, já discutimos sobre a necessidade de um ciclo de acompanhamento da criança e isto agora já criou corpo, detalhou o profissional.

A Secretaria de Educação do Estado Seduc também foi convidada a enviar representantes das escolas estaduais para participarem dos debates. Segundo Bruno, o professor continua sendo o grande rastreador de casos que necessitam da intervenção e apoio do Poder Público. O educador consegue ter acesso e é muitas vezes o primeiro a notar problemas sérios em uma família, por meio do comportamento do aluno. O nosso objetivo tem um foco na criança com necessidades especiais, como as que têm autismo, por exemplo, mas expande-se também para outros problemas sociais que se apresentam na dificuldade de aprendizagem, explicou.

Doutor de psicologia da UFMT, o professor Barth reforçou as palavras de Bruno e acrescentou a necessidade deste trabalho não cessar em momento algum. Muitas vezes o que acontece é que é feito um trabalho de acompanhamento de um aluno, mas ao chegar as férias isto é interrompido. Cada área, seja ela Saúde, Educação ou Assistência Social, tem a tendência de ver somente o seu aspecto, logo a visão fica fragmentada. O primeiro sentido de uma criança com problemas emocionais é expressar suas dificuldades na escola. Com esta rede de apoio melhor formada o tratamento não só se torna contínuo como identifica melhor a causa do transtorno, que muitas vezes não está na criança, explanou.

A ordem de atendimento, após o educador passar o caso à Secretaria de Educação do Município, começa com a visita de uma equipe de apoio da Pasta, que se aproxima do aluno. Os profissionais dos Cras entrarão logo em seguida com um atendimento de estudo aprofundado entre as necessidades da criança e de sua família. A presença de profissionais da Saúde no contexto iniciará nos PSFs e segue para as eventuais especialidades. Quando passar de um setor a outro haverá a necessidade da informação voltar aos anteriores, até porque na sala de aula o professor vai ter de saber como procederá com aquele aluno, frisou o psicólogo Bruno.

A gerente do Departamento de Proteção Social Básica, Rosane Novaes, esteve presente na reunião no Cras do Cidade Alta e atua pela Assistência Social como uma das incentivadoras desta nova proposta de integração. Só pela iniciativa das reuniões que já fizemos e termos nos conhecido melhor isto já é um caminho. Temos de oferecer um atendimento mais qualificado não só para a criança e o adolescente, mas para todos os públicos. A articulação integral dá a educação a possibilidade de contar com ferramentas que antes ela não tinha e assim também nos outros setores, analisou Rosane.

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