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DANÇA DE SALÃO

Baile semanal garante saúde e novos amores para pessoas da Geração Melhor Idade

CORACY LIMA Gabinete de Comunicação Social

14/11/13 às 17:28

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Rita Carlota da Silva (81) e Manoel Carlos Barbosa (78) se divertem no baile semana do Cras-Cidade Alta | Matusalem Teixeira

Rita Carlota da Silva (81) caminha cerca de cinco quilômetros para depois dançar durante quatro horas, todas as quintas feiras. A doméstica aposentada e moradora no Residencial Lúcia Maggi é frequentadora assídua do Baile da Terceira Idade que acontece uma vez por semana, na unidade do Centro de Referência de Assistência Social Cras Cidade Alta. Ela conta que a dança indicada por um médico geriatra a livrou das dores nas pernas e qualquer ameaça de doença.

Dona Rita comenta que vinha perdendo a mobilidade a cada dia, quando a filha resolveu levá-la ao médico. Depois de examiná-la, o geriatra receitou a dança de salão como terapia. Ela revela que contestou o médico e disse que não iria encontrar com quem dançar em festas onde só vão jovens. E foi o próprio médico que a orientou a frequentar o baile que teve início com o Centro de Convivência do Idoso. A aposentada lembra que foi aos primeiros bailes na Associação Aberta da Terceira Idade Aati.

Mas, depois optou pelo grupo da Cidade Alta, devido à proximidade com o bairro onde mora. Os organizadores do baile revelam que nunca falta parceiro para dançar com Dona Rita. Ela não fica muito tempo sentada à espera de parceiro. Todos querem dançar com a Dona Rita, comenta a coordenadora do Cras, Ilma Borges de Carvalho.

Novos amores

Dentre os parceiros da Dona Rita está Manoel Carlos Barbosa (78) que já se casou duas vezes depois que começou a frequentar o Baile da Terceira Idade na Cidade Alta. Ele avalia que andar de bicicleta e dançar ajudam a melhorar a saúde. Mas, confessa que encontrou um amor a primeira vista no salão de baile do Cras e viveu feliz durante dez anos. Maria Aparecida foi a terceira esposa dele e faleceu recentemente. Vestido sempre com muita elegância, ele continua despertando interesse entre as frequentadoras do baile. Mas, afirma que não quer mais assumir compromisso sério.

A coordenadora dos Grupos de Convivência Intergeracional, Marlene de Almeida Bueno Silva, conta que o baile semanal reúne a média de 160 pessoas. Este é o único evento desse gênero que acontece entre os 23 grupos existentes. Ela explica que são realizadas aulas de dança em alguns outros grupos da zona urbana e rural.

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