Preparar agentes comunitários de saúde e de endemias para
saberem reconhecer pessoas em condições de escravidão na zona urbana e rural de
Rondonópolis. Essa é a proposta da administração municipal que incluiu a
categoria entre os inscritos para participar do 1º Seminário de Prevenção e
Combate ao Trabalho Escravo Contemporâneo que acontece nesta quinta-feira (2),
no Salão Multiuso Joaquim Ramalho, no Jardim Liberdade.
A juíza Samantha da Silva Hassen Borges e a procuradora do
trabalho, Cláudia Fernanda Noriler Silva, estão entre os palestrantes
convidados para apresentar os paineis sobre o tema do seminário que começa às 8
horas e prossegue até o fim da tarde. Cláudia Silva vai falar sobre o papel do
Ministério Público do Trabalho MPT no processo que visa garantir direitos e
liberdade para homens e mulheres que atuam no campo e na cidade.
A juíza Samantha Borges apresenta o painel sobre a precarização
nas relações de trabalho. Em seguida ela abre o debate sobre o tema. A
importância da atuação dos agentes públicos na prevenção e combate ao trabalho
escravo contemporâneo é o tema do painel a ser exposto por representantes das
secretarias de Educação, Saúde e Promoção e Assistência Social, além de sindicatos.
Amarildo Borges de Oliveira chefe de fiscalização na
Superintendência do Trabalho e Emprego de MT abriu a programação com o painel
que mostra o cenário, o conceito e as características do trabalho escravo
contemporâneo e a atuação da Comissão Pastoral da Terra. O seminário deve
resultar na elaboração de uma proposta de ações concretas.
Edgar Prates coordenador do Departamento de Saúde Coletiva
explica que a equipe da Vigilância em Saúde do Trabalhador firmou parceria com
a Secretaria de Educação do Município para organizar o seminário. A expectativa
é transformar cada agente participante em multiplicador dos conhecimentos.