O representante do Programa Rede da Fiocruz, Leonardo Pinho,
esteve em Rondonópolis, nesta quarta (12), em reunião na Prefeitura para traçar
um plano de trabalho junto ao município, Serviço de Saneamento Ambiental de
Rondonópolis (Sanear), Ministério Público do Estado (MPE), Ministério Público
do Trabalho (MPT) e catadores de lixo, de criação de uma cooperativa de
reciclagem no aterro sanitário que irá ser implantado na cidade.
Leonardo Pinho, que é ainda presidente da Unisol e faz parte
da mesa diretora do Conselho Nacional dos Direitos Humanos e integra o Conselho
Nacional de Economia Solidária, explicou que a gestão técnica de uma
cooperativa é mais complexa que de uma empresa e que desinstalar lixões não é
nada fácil porque as pessoas que vivem como catadores nesses locais já contam
com uma dinâmica econômica própria.
A preocupação da atual gestão, do MPE e do MPT é realizar um
trabalho de reinserção dos cerca de 50 catadores que hoje vivem do lixo
coletado no lixão da Mata Grande, criando uma cooperativa ou associação para
que eles trabalhem e tenham renda própria no aterro sanitário.
Segundo Pinho, essa preocupação é fundamental já que os
catadores devem ser considerados como o público prioritário no processo de
coleta seletiva de lixo em uma cidade. A cooperativa dos catadores tem que
fazer parte da cadeia produtiva da reciclagem, acrescentou.
Pinho também ouviu os próprios catadores e volta a
Rondonópolis no próximo dia 27 de julho para apresentar um plano de trabalho de
uma cooperativa de catadores para funcionar em um aterro sanitário.
Estavam presentes na reunião a diretora geral do Sanear,
Teresinha Silva, o diretor técnico do Sanear, Hérmes Ávila, o promotor de
Justiça, Marcelo Vacchiano, a procuradora do Trabalho, Vanessa Martini, a
secretária municipal de Promoção e Assistência Social, Márcia Rotili, o
procurador geral do Município, Anderson Flávio de Godoi, o secretário municipal
do Meio Ambiente, João Fernando Copetti Borher, bem como representantes do
Projeto Rede, das secretarias municipais
de Habitação e Urbanismo, de Promoção e Assistência Social e de Saúde e
da empresa que será responsável pelo aterro sanitário.