A
coordenadora do albergue noturno São José Operário, Maria Bernadete Coelho,
recebeu da equipe do Centro Pop, 39 cobertores na noite desta quinta-feira
(28). Para ela, a ajuda chegou em boa hora. Atendemos 50 homens todos os dias,
com jantar e pernoite. Aqui funciona no sistema de rodízio e cada um dos
atendidos pode permanecer até 14 dias na casa, para que possa arrumar um
trabalho e começar a vida independente. Somos uma instituição de apoio, disse
Bernadete.
Henrique
Ramires veio do Paraná, em busca de trabalho. Como não tinha onde morar pediu
abrigo no albergue. Vim para trabalhar e enquanto me acomodo com emprego e
casa para morar, aproveitei o que o albergue me oferece. Espero que em breve eu
consiga me sustentar e a minha vaga aqui sirva para outra pessoa.
O
coordenador do Centro Pop, Danilo Ferreira de Oliveira, disse que escolheu o
Albergue mantido pela Cáritas Diocesana porque é para a Casa que os moradores
de rua vão para passar a noite e com o frio, que chegou antes do tempo,
certamente o apoio foi bem-vindo. O Centro Pop faz buscas e abordagens
constantemente pelas ruas da cidade. Hoje temos um fluxo menor de moradores
nesta condição, já que atendemos com uma estrutura bem interessante. Temos
casas de apoio, centros de recuperação para usuários de drogas e encaminhamos
os interessados para o mercado de trabalho. Assim vamos reduzindo os números.
A equipe
do Centro Pop aproveitou a noite fria para fazer a busca na cidade. Todos os
lugares onde os moradores de rua costumam ficar foram vistoriados e somente na
praça da Santa Casa foi encontrado um morador. Tiago, de 25 anos, recusou o
convite para se recolher ao albergue. O morador de rua é de Alto Araguaia e já
é conhecido da equipe do Centro Pop. Nós já encaminhamos o Tiago para a Casa
Esperança, para o Albergue e para outras instituições, mas ele não se adaptou,
disse Danilo.
A
assistente social Helen Rocha, que faz parte da equipe, disse que Rondonópolis
oferece um bom serviço de atendimento aos moradores de rua, principalmente aos
que vem de outras cidades e Estados. Normalmente eles chegam sem documentos,
sem emprego e sem lugar para ficar. Muitos precisam ser encaminhados para as
casas de apoio, para tratamento de dependência química. A decisão é deles, o
que podemos fazer é oferecer ajuda, cabe a cada um aceitar ou não.