A Secretaria Municipal de Promoção e Assistência Social apresentou números que comprovam a redução do número de famílias em descumprimento com as condicionalidades do programa Bolsa Família em Rondonópolis.
Os dados do Relatório de Informações Sociais do Ministério de
Desenvolvimento Social (MDS) apontam que, em julho deste ano, caiu para apenas 34
as famílias em situação irregular, sob risco de perder o benefício. Em 2016, 406 famílias estavam nesta condição.
A secretária de Promoção e
Assistência Social do município, Márcia Rotili comemorou o resultado positivo
alcançado e atribui a redução do número de famílias ameaçadas de ficar sem o
auxílio federal a um esforço de atuação integrada das equipes da Assistência
Social, Saúde e Educação.
Percebemos o problema do
descumprimento e buscamos, lá no início do ano, formar uma força tarefa para superar
essa situação, melhorar a frequência escolar e assegurar a continuidade no
recebimento do benefício, explicou.
O descumprimento das exigências
expressa e reforça a situação de vulnerabilidade dessas famílias, que
necessitam de uma atenção mais de perto por parte do Poder Público. Ficamos felizes
com a queda. Isso nos dá motivação para continuar com foco no trabalho de
vigilância para identificar onde está ocorrendo a maior vulnerabilidade e
atuar, comentou.
As 406 famílias foram, então,
divididas por áreas de abrangência dos Centros
de Referência de Assistência Social (CRAS) e buscou-se uma ação direcionada para
que voltassem a cumprir as agendas de educação e saúde exigidas pelo programa.
O maior descumprimento foi nas regiões do CRAS do Conjunto São José e do Cidade
Alta.
A principal preocupação, conforme a
secretária, foi com a região do Cidade Alta, que atende a bairros como o Parque
São Jorge até o Grande Conquista, onde inexistem programas sociais e ainda são
poucos os equipamentos sociais públicos. Hoje, grande parte das mais de 300 crianças
atendidas na Vila Olímpica, por exemplo, são oriundas destas regiões.
Atualmente, o Bolsa Família
beneficia 7.227 famílias, que correspondem a 84,3% das famílias de baixa renda
do município. O valor médio recebido é de R$ 129,54.