A população de Rondonópolis deve contribuir com o programa de
combate à dengue no município, com a tarefa simples de manter quintais e
terrenos baldios limpos e eliminar criadouros do mosquito aedes aegypti
transmissor da doença que pode levar a morte. O alerta é feito pelo gerente do
Departamento de Saúde Coletiva, Edgar Prates, que recomenda às donas de casa e
empresários da cidade para evitarem água parada e acúmulo de lixo.
Edgar Prates alerta que os números recentes sobre casos notificados e incidência da doença colocam Rondonópolis na condição de médio risco, com relação à dengue. Estatísticas estaduais mostram que no período de 1º de janeiro a 30 de outubro de 2014 foram registrados 629 casos notificados, sendo 16 de pacientes de outros municípios e 613 da cidade pólo da região. Desse total, foram confirmados 128 casos de dengue clássica, um com sinais de alarme e um grave.
Presença do mosquito
O Levantamento de Índice Rápido de Infestação do Aedes Aegypti Lira, realizado em três etapas neste ano, em Rondonópolis, revela que a maior incidência de criadouros do mosquito está nas regiões dos bairros Carlos Bezerra I e II, Edelmina Querubim, Eldorado e São Bento, além do centro B, Jardim Paulista, Jardim Cuiabá e Brasília. Edgar Prates chama a atenção dessas comunidades para desenvolverem ações que possam diminuir esses números e deixar os moradores livrem do risco da doença.
O gestor antecipa que a equipe técnica da Secretaria de Saúde já começou a desenvolver estudos, que devem apontar medidas eficientes para a eliminação do mosquito e o controle da doença. Ele conta que já agendou reuniões com técnicos da Companhia de Desenvolvimento de Rondonópolis Coder, e do Serviço de Saneamento Ambiental Sanear. Uma das questões a serem avaliadas é o sistema de coleta de lixo na cidade.