A ligação com o turismo e a cultura desponta como principal
incremento para fortalecer o artesanato regional. A proposta é defendida pela
coordenadora do Programa do Artesanato de Mato Grosso PAB/MT, Elvira Maria
Costa Leite, que firmou parceria com a equipe da Secretaria de Cultura de
Rondonópolis para realizar a 1ª Rota Mato-grossense do Artesanato, na quinta e
sexta-feira (9 e 10), no Museu Rosa Bororo.
Elvira Leite observa que no momento atual de mercado, nenhum desses segmentos consegue caminhar sozinho. Agora o turista não quer apenas passear. Ele quer assimilar alguma coisa dos lugares. E o artesão que foca no trabalho, estuda o segmento e o mercado, elege o seu forte e cria uma marca para alcançar esse turista que quer mais, com a ligação de tudo isso, faz o diferencial, avalia.
Na opinião da gestora que atuou como curadora na Rota do Artesanato e preparou uma palestra especial sobre o tema, o artesão deve identificar as peculiaridades regionais e descobrir a iconografia do lugar onde atua. Os artesãos da cidade, explica a coordenadora, precisam saber o que é Rondonópolis. É assim que começa a se buscar uma identidade. Quem faz artesanato precisa enxergar isso e trazer para o produto. O artesão tem que pensar nisso, explica.
A proposta está entre os temas da palestra de Elvira Leite no work shop de encerramento da 1ª Rota Mato-grossense de Artesanato, a partir das 19 horas desta sexta (10), no Museu Rosa Bororo. A gestora contribuiu também com o cadastramento dos artesãos e dos trabalhadores manuais da cidade que foi realizado durante o evento. Junto com a Rota aconteceu também uma feira de artesanato na Praça Brasil.