Realizar obras de restauração da pavimentação asfáltica (tapa buracos), repor luminárias em vias públicas, socorrer bairros atingidos por enxurradas e melhorar as vias de ônibus na zona rural, além da restauração de pontes. Realizar, mas realizar de forma rápida e eficiente como forma de resposta às demandas da sociedade neste momento. Essa é a determinação do prefeito Zé Carlos do Pátio à nova diretoria da Coder, Companhia de Desenvolvimento de Rondonópolis. E para que esses objetivos sejam alcançados, a Sinfra, Secretaria de Infraestrutura já está celebrando novos contratos com a Companhia.
A Assessoria de Comunicação da Coder gravou uma
entrevista com a Secretária da Sinfra, Nívea Calzolari. Acompanhe:
Ass.: Nívia, temos uma demanda por tapa buracos,
sistema de iluminação, limpeza pública etc. Qual é o posicionamento da Sinfra?
Quais contratos a Sinfra tem com a Coder para que esses serviços sejam feitos?
Nívia: Até o mês de abril, poderemos enfrentar
transtornos por conta das chuvas. A limpeza dos terrenos públicos terá início
no mês de abril, quando ocorrerá a estiagem. Já a parte emergencial da zona
rural, temos um contrato com a Coder para atender, imediatamente, pontos de
atoleiros, cabeceiras de pontes, linhas de ônibus escolares. Serviço
emergencial, entende? O serviço de cascalhamento não dá pra ser feito agora,
pois está chovendo muito e as jazidas de cascalho estão, todas, encharcadas. Se
um caminhão entrar numa jazida agora, causará um dano muito grande. Vamos fazer
o emergencial para darmos condições de ir e vir aos moradores e alunos.
Atualmente, a Coder está lá na Carimã fazendo a linha do ônibus escolar, em
seguida deverá ir para a Nova Galileia para também fazer a linha escolar, e
estamos acudindo também o Globo recreio. Na parte da cidade (zono urbana) temos
aí a Coder com o revestimento das vias não pavimentadas, mas temos de nos
lembrar que mesmo após a chuva, é necessário aguardar pelo menos dois de dias
de sol para reiniciar os serviços. Mas esses serviços estão sendo feitos. Já
tem contrato assinado para a Coder trabalhar com poda de árvores; limpeza de
praça e jardins; limpeza urbana; iluminação pública noturna e diurna. Já
compramos material suficiente para o setor de iluminação trabalhar durante o
ano inteiro. A Coder tem também contrato com a Sinfra para fazer obras o Lama
Asfáltica (que é esse revestimento global das avenidas em bairros da
periferia); tem o suficiente para terminar a obra no Sítio Farias e tem um
contrato emergencial do tapa buracos e já estamos formalizando um segundo.
Enfim, os contratos de manutenção: galerias, meio fio, calçadas etc estão sendo
efetivados para que no mês de março, a Coder inicie os serviços de
reconstrução. E com a chegada de novas máquinas, assinatura de novos contratos
aliados à nova diretoria da Coder, o tempo resposta às demandas da comunidade
vai melhorar muito.
OBRAS DE GALERIA
Ass.: E quanto às obras que envolvem a construção
de galerias?
Nívia: Já fizemos a licitação para a aquisição das
aduelas da D. Pedro II e da Rua Rui Barbosa. Já cobrei, hoje de manhã, da
empresa privada a entrega desse material para que a Coder possa fazer a
substituição dessas galerias; também vamos comprar as aduelas abertas para o
canal da avenida dos Estudantes, já no próximo mês.
Ass.: A outra grande demanda registrada pela imprensa é
sobre trechos de ruas sem pavimento em meio ao bairro com asfalto.
Nívia: Temos um projeto para atender a essas
demandas. Estamos levantando o total em metragem dessas vias. Ocorre que, há
uma grande quantidade de bairros com esse problema e quando somamos tudo, dá um
total considerável de pavimento a ser feito e para isso tem de ter recursos
financeiros. E somado a isso, tem casos que há a necessidade de se fazer obras
de galerias antes do revestimento. Vamos separar e ver o que dá pra ser feito.
ALAGAMENTOS
Ass.: Com relação aos alagamentos que ocorreram na
cidade?
Nívia: Cada alagamento teve seu motivo. Vamos pontuar,
um a um. A W11: é problema que se arrasta há anos. E só se resolve com obras de
galeria e asfalto e que estão, hoje, orçadas em quase 18 milhões de reais,
recurso esse que pretendemos alocar por meio do Estado. Avenida dos Estudantes
também é um problema que se arrasta por muitos anos e a cada um que passa, se
agrava ainda mais porque acima da avenida tem uma quantidade grande de área
pavimentada. E quanto mais se pavimenta sem se observar e executar obras de
drenagens, a enxurrada ganha força e velocidade o que aumenta os danos por
onde passa. E as manilhas existentes não suportam o volume de água. Agora vamos
refazer a obra que é complexa e onerosa. Quanto ao Paineiras e o Oásis é um
problema tão grave, mas tão grave que desde o primeiro dia, dessa gestão, nós
desenvolvemos todos os projetos para aquela região: para o Parque
Universitário, para o Paineiras e para o Oásis. Fomos a procura do Ministérios
das Cidades, pois a obra está orçada em mais de 31 milhões de reais. Pedimos a
aprovação da Câmara Municipal. Os projetos estão prontos. Estão aqui
conosco. Entretanto, recebemos um documento da Caixa Econômica Federal, nos
solicitando para aguardar devido à frágil situação econômica do País. Como se
trata de empréstimos, ficamos à mercê do financiador. Mas está tudo pronto,
apenas aguardando a liberação dos recursos. O Jardim Ipanema também ficou
alagado. Isso correu porque o canal, em administração passada, foi feito acima
da rua. A rua está abaixo do canal isso é um erro de engenharia (em vez da
água da rua ir para o canal, é a água do canal é que sai para a rua) e nós é
que estamos respondendo por isso. Agora, teremos de desviar a drenagem da rua. E
as demandas de Rondonópolis estão muito acima da capacidade de arrecadação do
município. Outros com emergências, temos o Parque São Jorge e para
ele já temos o projeto de drenagem. Estamos tentando viabilizar os recursos.
DISTRITO INDUSTRIAL
Ass.: E quanto ao Vetorasso e o Distrito Industrial?
Nívia: Vamos ao setor Industrial: no começo do ano
passado, foi nos prometido uma emenda de bancada e isso já está se efetivando.
Já solicitamos a contratação de projetos para isso. A equipe contratada já está
na cidade coletando os dados técnicos do Distrito. Mas ali, as obras
foram executadas em várias partes sem drenagem e com tratamento superficial
simples, apesar do grande volume de carretas. De imediato, vamos fazer um
paliativo enquanto não se inicia as obras mais complexas que são a drenagem e a
pavimentação dos Distritos, finalizou Nívia Calzolari.