O secretário de Infraestrutura do Município, Argemiro Ferreira, e o prefeito de Rondonópolis, Percival Muniz, reuniram-se com a equipe técnica nesta semana e decidiram as prioridades a serem atendidas dentro do projeto da Travessia Urbana com o saldo do convênio, atualmente disponível de R$ 11.882.411,92. A decisão do Município de prosseguir com as obras deu-se porque é a maneira mais adequada de assegurar a agilidade no prosseguimento das etapas, segundo Argemiro.
Com os R$ 11,8 milhões em mãos, foram pontuados na reunião pelos gestores os principais focos de atuação que a prefeitura solicitará da Objetiva, empreiteira responsável pela execução da obra, para que a mesma atenda com a máxima urgência. O primeiro deles, como já é sabido, é a passagem inferior da Vila Mamede para o bairro Boa Esperança. Neste trecho especificamente, ainda será repassado à executora R$ 43.973,01 para que entregue a passagem, que já teve a drenagem feita e será totalmente pavimentada.
Além dela, outra preocupação do prefeito Percival que já foi inclusive atendida era a liberação do segundo trecho da duplicação, da altura do Anel Viário até as proximidades do posto da Polícia Rodoviária Federal PRF. No local, foram aplicados mais 4 centímetros de capa de pavimento CBUQ nos últimos dias e liberado o trânsito. Por este trabalho, o Município repassará R$ 205.059,98 à Objetiva. Quanto à sinalização, horizontal e vertical, feita entre a PRF e o antigo aeroporto foram gastos R$ 38.936,06.
A partir destes trabalhos específicos que a atual gestão tomou como principais, desde o seu início, a travessia passou a ser planejada a partir da sua divisão, dentro dos seus 13,4 km. O TRECHO I é reconhecido do trajeto do Lourencinho até o Trevão. O INTERMEDIÁRIO sai do Trevão e vai até a entrada do antigo aeroporto. O último espaço, que ficou definido como TRECHO II, vai do fim do INTERMEDIÁRIO até o posto da PRF.
Segundo explicou Argemiro, a partir desta divisão é que foram elencados os serviços prioritários que serão feitos. Vamos executar o binder, que é propriamente aumentar a espessura do pavimento (4 cm) na pista de duplicação do trecho I, próximo a Bunge. Além disto, vamos liberar a empresa para que faça toda a drenagem (tubulação e bueiros) no trecho I e no II. A partir disso, uma série de intervenções vão ser feitas até esgotar o que temos de recurso para fazer, explicou.
Para o aumento da espessura citada pelo secretário, serão gastos exatos R$ 160 mil, já para toda a drenagem o custo estimado é de R$ 1,8 milhão. Serão necessárias as instalações de intersecções pavimentadas dentro dos 13,4 km, para que o trânsito seja mais organizado e diminua o risco de acidentes no perímetro. Para tanto, será feita a primeira próximo ao Lourencinho e uma segunda intersecção na Avenida dos Transportes, que dá acesso ao Distrito Industrial Maria Vetorasso, devido ao grande fluxo de veículos. Para estes dois serviços serão gastos R$ 3.137.290,10.
Argemiro ainda ressalta a necessidade de mais duas interseções na rodovia. Vão ser gastos R$ 220.409,76 para uma interseção na saída do Anel Viário e mais R$ 125.065,44 para a pavimentação de uma outra intersecção na PRF. Esta última está praticamente finalizada, ressaltou.
Quando findado todo este primeiro planejamento, os R$ 4.907.053,62 ainda disponíveis vão ser aplicados nas pistas laterais de apoio. Serão pavimentadas ruas laterais, dos lados direito e esquerdo, de todo o trecho I e do trecho II, explicou Argemiro.
Foi também estabelecido o prazo de 11 de fevereiro de 2015 para o término das obras junto ao Departamento Nacional de Infraestrutura DNIT.