Profissionais da administração municipal e do Poder Judiciário
que atuam com usuários de crack e outras drogas são capacitados para saber agir
no enfrentamento do problema de caráter social e de saúde pública. Servidores
ligados ao Sistema Único de Saúde SUS, Sistema Único de Assistência Social
Suas e ao judiciário, além de estudantes dos cursos de enfermagem e psicologia
participam do curso realizado pelo Centro Regional de Referência - CRR, graças
à parceria entre a prefeitura e a UFMT.
A psicóloga Rhafaela Ferreira gerente do Programa de Saúde
Mental e coordenadora do Comitê Gestor Municipal de Enfrentamento do Crack
explica que o curso que teve início nesta segunda-feira (13) faz parte do
programa crack é possível vencer e acontecia apenas em Cuiabá e Várzea
Grande. Ela destaca que a iniciativa do prefeito Percival Muniz de firmar
parceria com a Universidade Federal de Mato Grosso assegurou o benefício aos
profissionais da cidade.
O curso com 80 horas/aula, entre teóricas e práticas, é
ministrado por professores da UFMT e da Unifesp e reúne diversos temas que vão ajudar os
profissionais a agir no enfrentamento do crack e outras drogas. Os servidores
vão receber aulas sobre assistência em atenção básica, clínica: intoxicação
aguda e crônica por drogas, intervenção e acolhimento, gerenciamento de casos e
reinserção social, e justiça restaurativa em crack e outras drogas e a família.
A coordenadora do CRR, professora doutora Delma Perpétua,
ministrou a primeira aula do curso que prossegue com os ensinamentos da
professora da Universidade Federal de São Paulo Unifesp, Ana Regina Noto; e o
professor Naldson Ramos que é coordenador do Núcleo Interinstitucional de
Estudo da Violência e Cidadania junto à UFMT.
Rhafaela Matos explica que o curso realizado na Unic é dividido
em 40 horas de aula teórica, 20 horas de aula prática e outras 20 horas de
devolutiva. Um seminário marca o encerramento do curso com 28 participantes das
Secretarias de Saúde, Educação e Promoção e Assistência Social, do Tribunal de
Justiça, do Ministério Público, da Defensoria Pública e da Secretaria de
Justiça e Direitos Humanos Sejudh.