A Casa
Esperança abre nesta quinta-feira (28) o II Seminário sobre Dependência Química
em Rondonópolis, com a participação de representantes da sociedade, Ministério
Público, Poder Judiciário, polícias Civil e Militar, Secretaria de Saúde e
também outros órgãos públicos e entidades do município. O evento é aberto a
toda população. O objetivo é discutir as consequência da dependência e também
como ampliar o número de vagas para as pessoas que desejam se libertar do
vício.
O seminário será
realizado no auditório do tribunal de Júri, no Fórum de Rondonópolis, e começa
às 19 horas desta quinta-feira. A programação (veja abaixo) prosseguirá na
sexta-feira (29) durante todo o dia com palestras e debates sobre o assunto.
O médico de saúde mental
e voluntário da Casa Esperança, César Balduíno, será um dos palestrantes. Ele
vai falar sobre o contexto da dependência no Brasil e os tratamentos existentes
atualmente. O médico destaca a importância da participação da sociedade nas discussões
e, na medida do possível, também tentar colaborar para solucionar o problema.
A dependência química
envolve questões relacionadas à saúde, assistência social, educação e
principalmente à segurança. Ninguém está imune aos seus efeitos. Em Rondonópolis
temos realizado um trabalho importante e precisamos do apoio de todos para
ampliar nossa atuação ressaltou Balduíno.
A presidente da Casa
Esperança, Abadia Rosa de Miranda, explica que a entidade atende hoje
gratuitamente cerca de 70 pessoas e tem estrutura física para dobrar o número
de vagas. O problema é que as subvenções concedidas pelo Poder Público e as
doações da sociedade são insuficientes para custear a contratação de mais
equipes terapêuticas com médicos, psicólogos, enfermeiro e assistentes sociais,
entre outros profissionais.
Durante o seminário, o
público poderá conhecer em detalhes o funcionamento da Casa Esperança, os
resultados já alcançados e também receberá orientações sobre os incentivos
fiscais disponíveis para as empresas que colaborarem com iniciativas como esta.
Temos uma demanda
enorme, mas infelizmente não podemos atender a todos. Por isso convido a
população para que participe do nosso seminário, conheça nosso trabalho e nos
ajude a ajudar quem precisa, disse a presidente da Casa Esperança.