Sem
conselho escolar não existe escola. A explicação do funcionamento do modelo de
educação básica no país através da criação da escola foi detalhada pelo
coordenador dos Encontros Regionalizados de Capacitação para Conselheiros
Escolares, Joaquim Silva que reuniu na noite desta segunda-feira (20) na Escola
CPAC mais de 20 gestores e conselheiros de 13 unidades da rede municipal de
ensino. Uma aula de gestão democrática e de explanações sobre responsabilidades
das partes.
Para funcionar, as
escolas precisam eleger os conselhos contendo representantes dos segmentos:
aluno, funcionário e comunidade. Desta forma, a composição é feita por 16
pessoas sendo quatro pais, quatro alunos, quatro professores e quatro
funcionários. O trabalho do conselho é atuar junto com os gestores para o aluno
e pela melhoria da qualidade de ensino. Para isso, precisa participar de todas
as decisões da escola tanto na parte administrativa quanto na pedagógica ainda
é, ao lado do diretor, responsável pelas contas da escola.
Embora todas as escolas
tenham o conselho, muitos não são atuantes. O trabalho se resume a assinar atas
e cheques junto com os gestores, procedimento que está errado porque a
comunidade deixa de opinar nas decisões que deveriam beneficiar os alunos.
Atualmente, as escolas recebem verba federal para manutenção e funcionamento da
unidade e para execução de projetos sempre visando melhoria no processo de
ensino/aprendizagem, é tarefa do conselho acompanhar a aplicação de todo este
montante, assim como, se as atividades estão sendo desenvolvidas com qualidade.
O conselho tem
atribuição de deliberar, opinar e ajudar a gerir os recursos recebidos.
Conselheiros são cargos de responsabilidade e de discussões a respeito do rumo
da escola, de que tipo de cidadãos estamos formando e como estamos trabalhando
para obtermos estes resultados. Podemos dizer que o conselho está para a escola
como a Câmara está para o prefeito. O cargo de diretor e o que o diretor faz
está respaldado no que o conselho quer e permite. É assim que tem que ser,
explicou Joaquim.
Casos como de escolas
que possuem aparelho de ar condicionado na secretaria e não na sala de aula
foram exemplificados como falta de atuação dos conselheiros para barrar tal
solicitação porque o objeto do processo pedagógico tem que ser o aluno e as
ações da escola voltadas para a melhoria da aprendizagem não para a comodidade
dos funcionários.
Para fortalecer os
conselhos e explicar as atribuições dos integrantes, os conselheiros terão que
passar por formações específicas para ficarem cientes das responsabilidades.
Neste ano, a formação não é obrigatória e está sendo ofertada pela Secretaria
Municipal de Educação, já no próximo ano, os conselheiros terão que fazer
obrigatoriamente o curso disponibilizado pelo MEC através de uma plataforma
específica, com parte dele presencial e outra online.
A rede municipal de
ensino já experimentou o transtorno de problemas com prestações de contas de
escolas, quando o Ministério da Educação bloqueou repasses de recursos para o
município em decorrência de falta de uma prestação de contas. Rotinas foram
modificadas para que a administração tenha maior controle sobre a entrega dos
documentos com esta finalidade.
A diretora da Escola
Irmã Elza Giovanella Gilda Tabory destaca que hoje para a escola funcionar
plenamente o conselho tem que estar presente na rotina da escola. Assim que
chega o recurso já aviso os conselheiros, se for, por exemplo, para a
construção de algo, chamo os pais e vou explicando o que será feito e como será
feito. Na reunião para a aprovação do projeto, todos já estão a par do
processo. A presença do conselho tem que ser rotina e os pais precisam ser
motivados a participarem da escola. Se você tem o conselho do seu lado e
trabalha com transparência, você tem resultados, explicou lembrando que embora
haja uma reunião ordinária do conselho por mês, os pais sempre estão na escola.
As formações acontecem
por polos até dia 25 de outubro.