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DISCUSSÃO

Secretária vai a São Paulo por vacina contra a dengue para Rondonópolis

HEVANDRO SOARES - GCS

20/05/14 às 18:19

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Secretária Marildes com o coordenador do departamento de Saúde Coletiva, Edgar Prates | Arquivo - GCS

Escolhida pelo Ministério da Saúde como uma das 73 cidades brasileiras a participar de uma frente de trabalho do Governo Federal denominada inquérito sorológico de dengue como atividade preparatória do sistema de vigilância, Rondonópolis deve receber técnicos especializados pela pesquisa em agosto durante a campanha de vacinação de poliomielite. Para reunir mais informações sobre o projeto, a secretária de Saúde do Município, Marildes Ferreira embarcou nesta terça-feira (20) para São Paulo, onde se encontrará com representantes das outras cidades envolvidas e pelos condutores do inquérito para uma reunião.

De acordo com a secretária, ainda há muita coisa a ser esclarecida para os gestores da saúde das cidades, mas ela relata que o bom trabalho feito no ano passado em Rondonópolis na prevenção à doença e a posição geograficamente privilegiada da cidade contribuíram para a entrada do Município no projeto. Em 2013 reduzimos em 98% o número de casos confirmados, o que é diferente de notificação. Porém, o nosso histórico epidemiológico recente e a nossa posição estratégica foram fatores que nos permitiram ser escolhidos pelo Governo Federal, comentou.

A metodologia no processo de imunização e combate à doença causada pelo mosquito Aedes Aegypti, de acordo com o que já chegou de informação à Secretaria de Saúde de Rondonópolis, será por meio de coleta de sangue da própria população. Os estudos vão ser aprofundados em agosto, junto com a  campanha da poliomielite. Técnicos da FioCruz e profissionais da Universidade Federal de São Paulo Unifesp conduzem o lado de execução do projeto do Ministério da Saúde virão a Rondonópolis para a coleta de amostras de sangue de pessoas de 1 a 20 anos de idade. A partir disso teremos nossas doses produzidas, até porque as características regionais serão respeitadas no processo, confirmou Marildes.

Rondonópolis é a única cidade do Mato Grosso que entrou no inquérito e será usada de base para a definição de doses a serem mandadas ao Estado, em caso de sucesso na condução da pesquisa.

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