A
secretária de Educação do município Ana Carla Muniz solicitou hoje (16) dos
diretores das unidades que iniciaram as aulas depois do dia 9 de fevereiro, a
garantia dos 200 dias letivos para os alunos da rede.
Como as escolas iniciaram o ano
em dias diferentes a situação será avaliada individualmente. As unidades devem
agendar reunião com o Departamento de Gestão Escolar para analisarem a melhor
forma de reposição para validarem no novo calendário de 2015. As cinco últimas
escolas que aderiram à paralisação iniciaram o ano letivo hoje.
Entre as propostas de
reposição, estavam aulas nas chamadas emendas, quando há um feriado, por
exemplo, na terça ou na quinta e a escola não funciona na sexta-feira; aulas em
parte do período das férias de julho e também em janeiro. A princípio, foi
descartada a reposição de aulas aos sábados.
A secretária lembrou que a
greve é um direito do trabalhador, mas que o direito do aluno não pode ser
prejudicado. O ano letivo é composto por 200 dias letivos e 800 horas aulas,
que precisam ser cumpridos. Temos de garantir os dias letivos aos alunos, para
estar dentro da lei, lembrou Ana Carla Muniz.
Durante a reunião, foi
detalhado o orçamento e a previsão de gastos com folha de pessoal, manutenção e
investimentos em 2015. Neste ano, 86% da verba destinada à educação será gasta
com pessoal. Devido à reorganização da folha no início deste ano, foram necessários
remanejamentos e cortes em outros setores, o que acarretará menos investimentos
nas unidades.
Ana Carla destacou que a atual
administração tem feito investimentos acima dos 25% previstos em lei. Os gastos
em educação em 2013 somaram 27,86% e em 2014, o montante foi de 26,54%.