A
secretária Marildes Ferreira foi convidada pela coordenação dos cursos técnicos
do Pronatec, realizados nas dependências da faculdade Anhanguera, para ser uma
das palestrantes de um workshop com a temática Novembro Azul, na manhã desta
terça-feira (25). Marildes abordou as principais causas de mortalidade em
pacientes masculinos em Rondonópolis e tocou em um dos assuntos tabus para os
homens: o exame do toque retal, principal intervenção clínica para diagnóstico
do câncer de próstata.
Para
exemplificar o risco das enfermidades, Marildes comparou os números que levam
homens para internações e consecutivamente os óbitos gerados por elas. Os
números contabilizados por nós em 2012 e 2013 nos mostram que as principais
causas de internações são, por ordem: causas externas (acidentes, suicídio e
homicídio), transtornos mentais, doenças do aparelho digestivo, do aparelho
respiratório, do aparelho circulatório e só então as neoplasias, que são todos
os tipos de câncer. Mas quando vemos o índice de mortalidade, o aparelho
circulatório vai de quinto para segundo no ranking e as neoplasias de sexta
posição para terceira, alertou.
Marildes
disse que o grande desafio da saúde pública nacional é fazer com que o homem
entenda a importância da necessidade da prevenção e não só do tratamento
curativo. Infelizmente o percentual de homens que procuram um médico para
exames de rotina, é mínimo. Por isso quando pegamos o número de hipertensão e
diabetes no nosso controle nos é evidenciado que temos mais mulheres enfermas,
mas quando o relatório de óbito chega vemos que morrem mais homens e isto é
explicado na questão cultural. O homem não se cuida como deveria no Brasil e
quando vai ao médico, na maioria das vezes, é tarde demais, pontua.
Com 212
pacientes em tratamento contra o câncer de próstata sendo acompanhados pela
saúde municipal, a secretária ressaltou que este assunto precisa parar de ser
apenas assunto de piada. O PSA, que é o exame de sangue e que aponta variação
de hormônios que pode indicar problemas com a próstata, definitivamente não
substitui o toque. E quanto a idade ideal para fazer o exame, isto pode variar
em virtude da hereditariedade. Quando há um caso na família até o segundo grau
de parentesco, a idade para começar a fazer o toque não é 40 e sim 35 anos,
lembrou.
O
coordenador dos cursos técnicos da Anhanguera, Zareif Dib, explicou qual o
objetivo central do workshop, que ainda segue no período noturno neste dia 25.
Temos cerca de 350 alunos envolvidos nestes debates. Este pessoal está ouvindo
sobre atividade física, sobre as doenças, ficando por dentro das políticas
públicas e também sobre nutrição. Não tenho dúvida que eles serão
multiplicadores destas informações e isto é muito importante ser difundido,
analisou.