A secretária
Municipal de Saúde, Marildes Ferreira, se reuniu, na sexta-feira (8), com a
comunidade e funcionários do Programa de Saúde da Família PSF do bairro
Cidade de Deus. Na oportunidade, a gestora ouviu as demandas e apresentou
melhorias não só para a unidade em questão, mas para toda a cidade. A
secretária explicou que a reunião não foi a primeira. Durante a semana que
passou ela esteve nas comunidades do Pedra 90, Jardim Atlântico e Distrito
Industrial.
Essas reuniões são necessárias para que possamos ficar mais
perto da população. Saúde se faz nas comunidades, visitando as unidades e
ouvindo da população o que precisa ser melhorado. Assim temos feito. As
reuniões servem de base para um planejamento que estamos elaborando para o ano
de 2016, explica Marildes Ferreira.
Ainda na reunião, a secretária explicou que a ideia do prefeito
Percival Muniz era construir um PSF em cada novo residencial, mas que a demanda
que há hoje, não permite que esta meta seja atingida. Temos oito PSFs em
construção e hoje seriam necessários setenta e cinco para atender toda a
cidade. Não temos recurso para fazer tudo que almejamos, mas houve muito
avanço. A cidade já conta com trinta e nove PSFs com três terceiros turnos,
cinco Centros de Saúde, cinco Postos de Saúde PS, duas Policlínicas, dois
Prontos Socorros Centrais, um Centro de Nefrologia, CAPS, SAMU e o Hospital da
Criança.
Marildes Ferreira também explicou que a gestão gasta R$ 2
milhões com medicamentos por mês. Esses são distribuídos para as unidades de
saúde do município e também para algumas instituições como a Casa Esperança,
Centro de Reabilitação Louis Braille e Lar dos Idosos. Ela também fala que são
feitos cerca de 70 mil exames por mês.
No PSF do bairro Cidade de Deus são atendidas aproximadamente
1.500 famílias, mais a demanda da nossa unidade para raio-x é zero. O que
identificamos são casos de pessoas que necessitam de nossa visita e atenção.
Assim temos feito. Priorizamos o atendimento humanizado. Vamos nas casas quando
há acamados para realizar o trabalho e aproveitar para acompanhar o paciente e
os que moram na casa. Nosso objetivo é atender ao usuário no que for preciso,
fala a agente Administrativa do PSF, Silvanei Evangelista.
A presidente do bairro, Maria do Carmo, lembra que a equipe da
unidade tem acompanhado de perto a comunidade, mas identifica falhas na conduta
de muitos moradores. As meninas [equipe do PSF] dão as orientações para não
deixarmos latas e garrafas nos quintais e, assim, acabarmos com os focos do
mosquito da dengue (Aedes aegypti), mas não adianta. A prefeitura limpa e a
comunidade suja. O próprio morador joga lixo nos terrenos e nas ruas, assim
fica muito difícil, desabafa.
Ela também comenta que o bairro sofre com a água servida, mas
que o problema também é provocado pelos moradores. Temos três dias de coleta
de lixo, não há a necessidade de jogarmos lixo em qualquer lugar. Muito menos
água nas ruas. É preciso que cada um faça a sua parte para que ninguém fique
doente, disse Maria do Carmo.