O
Município de Rondonópolis deve conseguir em 2015, ou no mínimo chegar bem
próximo, de alcançar a meta máxima do Ministério de Saúde de um caso
diagnosticado de sífilis congênita para cada 1.000 nascidos vivos. O índice
local, quanto a atual gestão assumiu, chegava perto de 10 para cada 1.000, mas
vem caindo consideravelmente com um trabalho intensificado de acompanhamento
com as gestantes.
A
coordenadora do Programa DST/AIDS da Secretaria Municipal de Saúde, Cristina
Pereira Silva, explicou, nesta semana, que apesar de ser considerada uma doença
sexualmente transmissível de fácil tratamento aos adultos, a sífilis congênita,
ou seja, passada pela mãe ao feto durante a gravidez, pode causar diversos
males como o
aborto, morte fetal, baixo-peso ao nascimento e morte neonatal.
De acordo
com dados oficiais do Sistema
de Acompanhamento do Programa de Humanização no Pré-Natal e Nascimento - SIS-PRENATAL e do Sistema de
Informação de Agravos de Notificação SINANET -, ambos do Governo Federal,
Rondonópolis tem conseguido, desde 2013, uma redução de quase 40% do problema a
cada ano que passa.
No
penúltimo ano, a nossa média de diagnóstico de sífilis congênita foi de 7,33
para cada 1.000 nascidos vivos. Já em 2014, o resultado de muito trabalho foi
satisfatório, porque de cada 1.000 crianças, cerca de 4,25 apresentaram o
problema. Se a redução seguir o mesmo ritmo, vamos cair para a casa dos 2 por 1.000,
caminhando rumo a taxa de controle deste grave problema, analisou Cristina.
Entendendo
o problema e rede de proteção
A
transmissão da doença da mãe para o bebê, durante a gravidez, é consequência da
sífilis materna não diagnosticada, não tratada ou tratada inadequadamente. Na
maior parte das vezes, muitas mães nem sabem que têm o problema, ou então
quando foram infectadas pela bactéria, se curaram tão facilmente que nem
lembravam que haviam contraído a sífilis. Sendo assim, ter investigação clínica
e o pré-natal adequado e preciso é fundamental no sucesso ou insucesso da
gestação, porque estamos falando de uma taxa de mortalidade da criança que pode
chegar a 40%, expõe Cristina.
Atualmente,
Cristina ressaltou que Rondonópolis faz parte da Rede Cegonha, que consiste na
construção de uma rede de cuidados que assegura à mulher o direito ao
planejamento reprodutivo, a atenção humanizada a gravidez, ao parto e ao
puerpério, bem como à criança o direito ao nascimento seguro, crescimento e ao
desenvolvimento saudável. Primeiramente foram capacitados todos os
profissionais de saúde das Unidades Básicas de Saúde, Hospital e Maternidade da
Santa Casa, Pronto Atendimento, CAPS, Cadeia Pública, Penitenciária da Mata
Grande, enfermeiros residentes da UFMT e profissionais de municípios vizinhos.
Posteriormente, implantou-se, além de outras ações, testes rápidos para triagem
e acompanhamento das gestantes com sífilis no pré-natal em todos os nosso ESFs,
o que deu acesso a estas mulheres ao tratamento em tempo oportuno,
concluiu a coordenadora.