A
secretária Municipal de Educação, Ana Carla Muniz, se reuniu nessa quarta-feira
(3) com os membros do Sindicato dos Intérpretes de Libras de Mato Grosso. Os
membros do sindicato vieram de Cuiabá com o objetivo de conhecer os
profissionais que trabalham com libras e propor parcerias com a Semed para
capacitações de intérpretes da linguagem brasileira de sinais.
A
secretária relatou a preocupação dessa gestão com a educação especial. Em toda
a rede temos uma abertura muito grande para receber todo tipo de deficiência.
Nós reforçamos a equipe para trabalhar com a diversidade porque há um respeito
muito grande e reconhecimento da nossa gestão, a qualquer tipo de deficiência.
No ano passado construímos sete salas de recursos e isso ampliou a demanda de
atendimento, e esse ano vamos construir mais, para deixar uma marca muito forte
em respeito a todas as deficiências e diversidades, disse Ana Carla.
No
Plano Municipal de Educação está prescrito, no item educação especial, a
estratégia 1.11 - garantir o cargo de professor e ou/instrutor de Libras,
tradutor/intérprete de Libras e guia aos estudantes, usuários de Libras, de
acordo com a demanda do município.
A
equipe da Semed conta hoje, na divisão das diversidades, com duas psicólogas,
uma fonoaudióloga, um professor de libras, uma intérprete e 20 professores de
salas de recursos em funcionamento que estão na escola, mas integram a equipe e
também fazem parte da extensão do trabalho.
O
número de estudantes com surdez esse ano aumentou bastante, por isso, os
professores são preparados pelas formações continuadas específicas, oferecidas
pela Semed, para que trabalhem e explorem as várias ferramentas pedagógicas da
sala de recurso.
A Semed
oferece seis turmas de formação continuada em Libras, sendo duas no nível
básico, duas intermediário e duas no avançado. A equipe vai para a sala de aula
com os professores e todas as crianças da turma pensando na inclusão e na
disseminação para que os outros apreendam também. E depois, no contraturno, no
período oposto, a criança vai para a sala de recursos pelo menos duas vezes na
semana.
No
trabalho de ensino de libras o professor sempre está junto e as demais crianças
também. São ensinados, primeiramente, os sinais que são mais utilizados no
cotidiano para facilitar essa interação e no momento em que os alunos se
apropriarem efetivamente, e tiverem uma fluência maior no uso de libras, é
avaliado e feito o encaminhamento de um intérprete.
Molise
Magnabosco, da divisão de Diversidades da Secretaria de Educação, acredita que
esse processo é indispensável. É necessário fazer esse trabalho nas escolas,
para que não só os professores, mas também as crianças aprendam que os colegas
com deficiência auditiva e interajam. Isso incentiva o aprendizado de libras e
o uso efetivo na escola. Então, a maior parte das crianças que temos trabalhado
hoje é de educação infantil. Desde de pequenos eles aprendem libras, alguns
sinais principais para iniciar esse trabalho. E temos tido resultados muito
bons, finaliza Molise.
Na
rotina da escola, os três momentos do atendimento educacional especializado
são: o ensino de libras propriamente dita; o ensino da língua portuguesa e a
antecipação dos conteúdos da sala de aula para que no horário de aula ele tenha
um maior acesso ao conteúdo que o professor está trabalhando.
A presidente
do Sindicato dos Interpretes de Libras, Daniela Matiucci, propôs uma parceria
com a Semed para a capacitação de técnica de interpretação. Segundo Daniela, a
demanda é maior que a oferta de intérpretes, por isso a importância de formar e
orientar os profissionais que queiram trabalhar com Libras.
Ana
Carla finalizou a reunião afirmando que a Secretaria de Educação e o governo
Municipal estão à disposição e de portas abertas para essa capacitação de
intérpretes.