Interditado desde julho de 2013 por problemas
irreversíveis em sua estrutura, o prédio do antigo Centro de Saúde do Jardim
Guanabara continua sem ser demolido devido a falta da autorização
administrativa do Governo do Estado, dono do terreno onde está a construção. A
secretária municipal de Saúde, Marildes Ferreira, reafirmou nesta segunda-feira
(24) que aguarda desde a data da paralisação dos serviços um aval simples do
Executivo Estadual para proceder a demolição, no entanto, apesar de insistentes
pedidos, alguns deles pessoais, não venceu o processo burocrático, atualmente
travado no setor de patrimônio da gestão estadual. Marildes anunciou que já
conseguiu a aprovação de um projeto de R$ 1,7 milhão no Ministério da Saúde
para a construção de uma central de conservação de vacinas (rede de frio) no lugar
do antigo centro de saúde.
O entrave envolvendo a demolição, pode até mesmo
atrasar o andamento do uso dos recursos federais. O Governo do Estado não
aceitou ceder aquele terreno ao Município e então não podemos fazer a demolição
ou responderíamos juridicamente por isso. Apesar de não ser nosso patrimônio,
aceitamos arcar com o custo da demolição, até porque usufruímos da área e vamos
continuar usando. Mas até agora, apesar dos nossos pedidos, não veio a
liberação. A pressa aumentou porque conseguimos um entendimento com a diretora
do Escritório Regional da Saúde, Geraldina Ribeiro, e vamos montar no Guanabara
uma rede de frio para desafogar a pequena estrutura que temos na Secretaria de
Saúde do Município e, principalmente, a que existe no Escritório Regional que
não está suportando mais a demanda, ressaltou.
Com o projeto de engenharia já aprovado, a rede de
frios agora está tendo sua parte arquitetônica concluída. Após isto, segundo
explica Marildes, o Governo Federal dará o parecer e, se for positivo,
repassará os recursos via Governo do Estado direto para o Fundo a Fundo. A
secretária reforça que como o novo prédio também terá função de atender todos
os 18 municípios da região Sul, ele não terá administração única de
Rondonópolis. Ali também chegarão as vacinas que serão distribuídas nas
cidades vizinhas, ou seja, funcionaremos em gestão compartilhada com o Estado
na manutenção e equipe responsável pela gerência. Esta Rede de Frios nos foi
garantida em uma reunião do CIB (Comissão Intergestora Bipartite), quando
Rondonópolis foi contemplada junto a mais duas cidades do Estado, explicou.