A maior obra de drenagem, em extensão, da primeira parte do convênio do Governo Federal, por meio do Programa de Aceleração do Crescimento PAC II, com o Município está a pleno vapor. A empreiteira Constral está com sua equipe principal de trabalho preparando as ruas do bairro Rui Barbosa para receber, em breve, o asfalto.
Antes disso, porém, será feita toda a execução de drenagem no bairro, necessária para que seja garantida a durabilidade do pavimento que será instalado. De todas as regiões que foram contempladas nesta etapa do convênio, que envolve um recurso total de R$ 20,7 milhões, o Rui Barbosa é o que obtém a obra mais extensa de drenagem.
Ao todo, são cerca de 9.900 metros de drenagem no Rui Barbosa. Praticamente todas as ruas do bairro serão atendidas. Apenas três ou quatro delas, que já estão sendo até imprimadas nesta semana, não vão precisar do serviço. O asfalto só será instalado quando for finalizada toda a adequação, explicou o engenheiro da Secretaria Municipal de Infraestrutura Sinfra, responsável por fiscalizar as obras do PAC, Alexandre Silva Cláudio.
Diretores da Constral estiveram nesta semana reunidos com o secretário de infraestrutura, Argemiro Ferreira, em seu gabinete, para detalhar algumas situações referentes às obras que são responsáveis, tanto a do Rui Barbosa como a do Tancredo Neves. Segundo Alexandre, que também esteve na reunião, a promessa é de trabalho contínuo nos próximos dias, aproveitando ainda a estiagem, para que sejam dados longos passos no cronograma.
O representante da Constral, nos passou que depois de alguns problemas, a obra agora vai ser tocada em ritmo acelerado até o final. A previsão é que, principalmente no Rui Barbosa, muita coisa seja feita até o fim de setembro, falou o engenheiro da Sinfra.
Até o momento, porém, apenas 15% de todo o serviço que será feito no Rui Barbosa foi executado. Já no bairro vizinho, o Tancredo Neves, a Constral apresentou relatório em que 71% do projeto já saiu do papel.
Outras obras do PAC II
Além da Constral, as empresas Ensercon e a Tripolo também são ganhadoras de licitações e responsáveis por executar as obras do PAC II de drenagem, pavimentação, sinalização e calçada em Rondonópolis. No caso da primeira, os bairros Dom Bosco e Ipiranga receberam algumas adequações inclusivas no projeto, mas em linhas gerais já oficializam 62% da empreita realizada. O outro bairro de responsabilidade da Ensercon, o Jardim Iguaçú, talvez seja o mais problemático de todos os que têm obras em andamento, segundo avaliação técnica, tanto da empresa como da própria Sinfra.
A situação do Iguaçú é realmente complexa. Acontece que foram encontradas grandes rochas no solo que impossibilitaram a continuação da linha de drenagem. Tivemos de refazer o projeto e reprogramar nosso traçado, desviando a linha para uma outra rua. Acontece que esta nova saída passa dentro de uma área, que é do Município, mas que um cidadão tomou posse e fez lá uma horta. Estamos lidando com cuidado, mas amparados legalmente. Quando recebermos uma resposta positiva da Caixa Econômica quanto a modificação do projeto, a Sinfra pode liberar a entrada das máquinas no local. Mas isto pode levar ainda alguns dias, comentou o engenheiro Alexandre.
Já a Tripolo é a executora que apresenta melhores percentuais de execução do projeto. No Carlos Bezerra I e no Dinalva Muniz, por exemplo, a empresa tem aproximadamente 80% das obras finalizadas. Já o Nova Era, outro bairro de sua responsabilidade, a empreiteira já contabiliza 87% da infraestrutura das ruas renovada.
Busca por mais recursos
O Município já tem um projeto aprovado e avalizado pela Caixa Econômica, de drenagem e pavimentação de outros bairros, na ordem de R$ 50 milhões, referentes a uma segunda etapa do PAC II. A documentação agora tramita em Brasília, pela Secretaria do Tesouro Nacional e por uma nova avaliação do Ministério das Cidades, e uma resposta final deve ser dada a Administração até o prazo máximo de novembro quanto a liberação do dinheiro para Rondonópolis.
Além deste, o Município tenta acessar R$ 330 milhões, já do PAC III, com outro projeto protocolado na Caixa Econômica Federal. O recurso é cabível dentro da capacidade de requisição financeira do Município, mas ainda depende de uma aprovação da instituição financeira. Esta resposta, no entanto, só deve sair no início de 2014. Se tudo ocorrer como se espera, a meta estipulada pelo prefeito Percival Muniz é de asfaltar todos os bairros, que hoje apresentam esta demanda, pode ser viabilizada no seu segundo ano de governo.