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EM TRÊS ANOS

Rondonópolis registra redução de 50% no número de casos de leishmaniose

CORACY LIMA // Gabinete de Comunicação Social

18/01/16 às 09:02

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leishmaniose - cai o número de casos mas a recomendação é de manter o alerta para evitar a doença‏ | Roger Andrade

Trabalhos de rotina e ações pontuais ajudaram a reduzir o número de casos de leishmaniose visceral entre a população de Rondonópolis nos últimos três anos. A equipe responsável pelo controle da doença no município que já chegou a registrar 57 casos de leishmaniose em um ano, revela a estatística que somou 10 casos em 2015. A orientação dos técnicos para reduzir ainda mais a incidência é que a comunidade ajude a prevenir a doença com as medidas de manter os quintais limpos e cuidar da saúde dos cachorros.

 

Gilvani Alves Meira enfermeiro responsável pelo agravo compara que em 2012 foram registrados 20 casos de leishmaniose visceral entre os moradores da cidade. Este número caiu para 13 casos no ano seguinte, 11 em 2014 e para 10 em 2015. Ele explica que em cada caso foi desenvolvido o trabalho de bloqueio químico em nove quarteirões no entorno da casa do paciente. Esta é uma das medidas adotadas para reduzir a incidência da doença em Rondonópolis.

 

A leishmaniose visceral é considerada uma doença urbana e afeta órgãos internos, principalmente o baço e o fígado. Os sintomas mais comuns são febre, perda de peso, anemia e aumento do fígado e do baço (barriga inchada). Gilvani Meira aponta a dificuldade de obter o diagnóstico como um dos fatores que torna a doença mais perigosa. Ele orienta que a recuperação do paciente depende de manter o tratamento com medicação injetável pelo prazo de 30 dias. O tratamento não pode ser interrompido, alerta.

 

Pacientes que apresentam lesões ulceradas na pele são contaminados pela leishmaniose tegumentar americana que é transmitida por uma espécie de mosquito comum na zona rural. Muitos casos surgem em pessoas que participam de passeios e pescarias, por exemplo. Em 2015 foram registrados 25 casos da leishmaniose tegumentar no município. O uso de repelente e camisa de manga cumprida ajudam a evitar a contaminação. Outra orientação é evitar se expor à noite, já que o mosquito circula no período noturno.

 

Edgar Prates gerente do Departamento de Saúde Coletiva informa que Rondonópolis conta com o Plano Municipal de Acompanhamento da Leishmaniose Humana. Ele explica que a linha de trabalho está voltada para as pessoas imunodepressivas que são mais suscetíveis às doenças oportunistas.

 

 

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