Trabalhos de rotina e ações pontuais ajudaram a reduzir o número
de casos de leishmaniose visceral entre a população de Rondonópolis nos últimos
três anos. A equipe responsável pelo controle da doença no município que já
chegou a registrar 57 casos de leishmaniose em um ano, revela a estatística que
somou 10 casos em 2015. A orientação dos técnicos para reduzir ainda mais a
incidência é que a comunidade ajude a prevenir a doença com as medidas de
manter os quintais limpos e cuidar da saúde dos cachorros.
Gilvani Alves Meira enfermeiro responsável pelo agravo
compara que em 2012 foram registrados 20 casos de leishmaniose visceral entre
os moradores da cidade. Este número caiu para 13 casos no ano seguinte, 11 em
2014 e para 10 em 2015. Ele explica que em cada caso foi desenvolvido o
trabalho de bloqueio químico em nove quarteirões no entorno da casa do
paciente. Esta é uma das medidas adotadas para reduzir a incidência da doença
em Rondonópolis.
A leishmaniose visceral é considerada uma doença urbana e afeta
órgãos internos, principalmente o baço e o fígado. Os sintomas mais comuns são
febre, perda de peso, anemia e aumento do fígado e do baço (barriga inchada).
Gilvani Meira aponta a dificuldade de obter o diagnóstico como um dos fatores
que torna a doença mais perigosa. Ele orienta que a recuperação do paciente
depende de manter o tratamento com medicação injetável pelo prazo de 30 dias.
O tratamento não pode ser interrompido, alerta.
Pacientes que apresentam lesões ulceradas na pele são
contaminados pela leishmaniose tegumentar americana que é transmitida por uma
espécie de mosquito comum na zona rural. Muitos casos surgem em pessoas que
participam de passeios e pescarias, por exemplo. Em 2015 foram registrados 25
casos da leishmaniose tegumentar no município. O uso de repelente e camisa de
manga cumprida ajudam a evitar a contaminação. Outra orientação é evitar se
expor à noite, já que o mosquito circula no período noturno.
Edgar Prates gerente do Departamento de Saúde Coletiva
informa que Rondonópolis conta com o Plano Municipal de Acompanhamento da
Leishmaniose Humana. Ele explica que a linha de trabalho está voltada para as
pessoas imunodepressivas que são mais suscetíveis às doenças oportunistas.