A cidade de Rondonópolis foi escolhida pelo
Ministério da Saúde para fazer parte do processo de pesquisa que deve resultar
no desenvolvimento de uma vacina contra a dengue. A secretária de Saúde do
Município, Marildes Ferreira, conta que recebeu um ofício da secretária
substituta de Vigilância em Saúde do Governo Federal, Sônia Brito, comunicando
o apoio ao inquérito sorológico de dengue como atividade preparatória do
sistema de vigilância que visa a introdução de uma futura vacina.
No documento, a secretária nacional informa que
Rondonópolis foi selecionada para a pesquisa, devido à localização estratégica
e a situação epidemiológica. Marildes respondeu ofício nesta quinta-feira (6)
confirmando interesse em receber a pesquisa coordenada pela Associação Paulista
para o Desenvolvimento da Medicina (APDM). É muito importante para
Rondonópolis fazer parte de uma pesquisa como esta. Afinal, a iniciativa visa
garantir mais saúde para a população, observa.
O inquérito deve ser realizado durante a Campanha
Nacional de Vacinação, prevista para acontecer na semana do dia 9 de agosto de
2014. O processo parte da coleta de sangue de uma amostra da população local,
na faixa etária de 1 a 20 anos.
CONTROLE RIGOROSO
A equipe da Secretaria de Saúde de Rondonópolis
intensificou as ações que visam reduzir ainda mais o número de casos de dengue
na população da cidade. Apesar da incidência menor da doença, a secretária
Marildes Ferreira, concentra esforços no projeto de conscientizar a comunidade
a eliminar criadouros do mosquito transmissor com medidas simples, como a
limpeza de quintais e terrenos baldios.
Os levantamentos feitos pela equipe responsável
apontam para uma redução significativa nas primeiras nove semanas de 2014, com
relação ao ano passado. De acordo com a estatística do Departamento de
Vigilância Epidemiológica do Município, até a 9ª semana deste ano foram
registradas 167 notificações de suspeitas da doença e confirmados 38 casos da
dengue. No mesmo período de 2013 foram 2.045 notificações e 1.257 casos de
dengue confirmados.
Marildes Ferreira atribui a incidência menor da
doença ao plano de contingência que deve servir de modelo para outras cidades.
Temos um plano de contingência muito bom, avalia.
O coordenador do Departamento de Saúde coletiva do
Município, Edgar Prates, antecipa que a equipe de Agentes de Saúde ambiental
retomaram as visitas domiciliares para orientação e eliminação de criadouros do
mosquito transmissor, após o carnaval. A expectativa é intensificar as ações
neste sentido e conscientizar cada cidadão a fazer o seu papel no controle da
doença.