O município de Rondonópolis prossegue sem nenhuma confirmação de
casos da febre zika que surgiu no Brasil, no mês de abril desde ano. A febre é
uma infecção causada pelo vírus ZIKV, transmitida pelo mosquito aedes aegypti,
o mesmo da dengue e da chikungunya. O gerente do Departamento de Saúde Coletiva
do Município, Edgar Prates, conta que até agora foram registrados apenas casos
de suspeita da febre zika na cidade.
Edgar Prates explica que a confirmação de casos depende de exame
de sangue realizado pelo Instituto Evandro Chagas que é o laboratório de
referência nacional e está localizado no Estado do Pará. Por se tratar de um
exame de custo alto, acrescenta o gerente, é necessário reunir no mínimo 20
amostras de sangue de pacienteS com
suspeita para enviar ao instituto. Este laboratório é o único que pode
diagnosticar a zika, afirma.
Todos os casos suspeitos, explica o gestor, ficam em isolamento
viral e a coleta de sangue dos pacientes para enviar ao laboratório de
referência é feita no quarto dia de sintomas. Edgar Prates informa que a
amostra de sangue é congelada em nitrogênio líquido pelo Laboratório Central
Lacen e depois enviada ao MT Laboratório, em Cuiabá. Este tem a missão de
encaminhar as amostras para instituto paraense.
Edgar Prates esclarece também que ainda não existe nenhum
protocolo de manejo da doença nas cidades brasileiras. Só temos a recomendação
do Ministério da Saúde para enviar no mínimo 20 amostras ao laboratório de
referência. Atendemos as recomendações desde o surgimento da doença no país. E
até agora estamos sem nenhuma confirmação da zika. Estamos aguardando,
informa.
A iniciativa dos médicos fazerem a solicitação de exame para
verificar os casos suspeitos, na avaliação do gerente Edgar Prates, pode tornar
o processo de envio de amostras para diagnóstico da febre zika mais ágil e
eficiente. O pedido de exame do médico vai contribuir com o nosso trabalho e
facilitar o sistema, observa.
Vírus zika
O vírus
Zika teve sua primeira aparição registrada em 1947, quando foi encontrado em
macacos da Floresta Zika, em Uganda. Entretanto, somente em 1954 os primeiros
seres humanos foram contaminados, na Nigéria. O vírus Zika atingiu a Oceania em
2007 e a França no ano de 2013. O Brasil notificou os primeiros casos de vírus
Zika em 2015, no Rio Grande do Norte e na Bahia.
A
doença não causa tanta preocupação quanto à dengue, por apresentar sintomas
brandos que duram pouco tempo. Os principais incômodos são febre baixa, coceira
e comichão na pele, além de manchas avermelhadas.