Apesar de ter posto todas as equipes de plantão em 38 unidades, entre ESFs e Centros de Saúde no fim de semana, e mais 5 postos volantes, o Município ainda não alcançou nem um quarto do total que precisa para cumprir a meta do Governo Federal para Rondonópolis na vacinação contra a gripe H1N1. No último sábado (26), eleito o Dia D da campanha de imunização a Secretaria Municipal de Saúde colocou 450 servidores da Pasta à disposição da Campanha e a procura ainda foi baixa, sobretudo do público infantil. Cerca de 22% das 45.650 pessoas que precisam ser vacinadas na cidade procuraram os serviços até agora.
De acordo com a enfermeira responsável pelo trabalho no Município, Noeni Pereira Souza, o plantão pela H1N1 segue em ritmo intenso até o dia 9 de maio. Ainda não temos informações se o Ministério da Saúde vai prorrogar a data para que as pessoas tenham mais tempo para se vacinar. Mas é ideal que todos se atentem que vamos ter a visita de muitos turistas este ano em nosso país em virtude da Copa e com a grande movimentação aumenta o risco de contrair o vírus, alertou.
As unidades que participaram do Dia D continuam preparadas com centenas de profissionais de prontidão para receber as pessoas das 7 às 17 horas de segunda à sexta-feira. Dentre os quase 46 mil de rondonopolitanos que fazem parte do público alvo da meta para este ano estão 5.511 crianças de 6 meses a 2 anos, 9.149 entre 2 e 5 anos, 4.274 profissionais de saúde, 2.756 gestantes em qualquer período da gravidez, 453 puérperas (mulheres até 45 dias após o parto), 453 indígenas, 16.639 idosos acima de 60 anos e 6.416 pacientes crônicos.
Para o Ministério da Saúde, o grupo de pacientes crônicos inclui pessoas que tenham HIV/Aids; transplantados de órgãos sólidos e medula óssea; doadores de órgãos sólidos e medula óssea devidamente cadastrados nos programas de doação; imunodeficiências congênitas; imunodepressão devido a câncer ou imunossupressão terapêutica; comunicantes domiciliares de imunodeprimidos; profissionais de saúde; cardiopatias; pneumopatias; asplenia anatômica ou funcional e doenças relacionadas; diabetes mellitus; fibrose cística; trissomias; implante de cóclea; doenças neurológicas crônicas incapacitantes; usuários crônicos de ácido acetilsalicílico; nefropatia crônica/síndrome nefrótica; asma e hepatopatias crônicas. Esta relação de pessoas são as que acumulam o maior índice de mortalidade motivada pela H1N1 no Brasil.