O que a população quer é a polícia nas ruas, combatendo a criminalidade e devolvendo a sensação de segurança. Hoje temos, proporcionalmente, uma força policial menor que a existente em cidades vizinhas. Não adianta imaginar que este problema será resolvido com maquiagem, com demagogia. A segurança é uma obrigação de todos. Por isso, precisamos fazer uma discussão mais ampla sobre a questão da Segurança Pública, não ficar apenas discutindo ações pontuais, como a reativação ou não de uma secretaria. A declaração foi feita pelo vice-prefeito Rogério Salles durante reunião, com vereadores e integrantes do GGI (Grupo de Gestão Integrada), na manhã desta quarta-feira (6), na sala de reuniões da Prefeitura.
A reunião foi provocada pelo vereador Rodrigo da Zaelli, que defende a reativação da secretária municipal de Segurança Pública. "Esse debate é válido, mas tem que ser ampliado. Precisamos aproveitar esse momento para aprofundar a discussão sobre a formatação de um Plano Municipal, que envolva os governos Federal, Estadual e Municipal, entidades e até empresas da iniciativa privada. Um plano com ações estratégicas e que diga qual o papel, a contrapartida de cada um dos entes da federação. Temos que aprofundar esse debate, pois precisamos ir além de ações pontuais, disse Rogério.
Ele observou que, também, é favorável à proposta do município ter uma estrutura que seja voltada para fazer a articulação de ações, dar o suporte necessário para que o Estado cumpra com sua obrigação, que é ofertar a segurança pública para o cidadão.
O município já tem diversos compromissos, mesmo assim está disposto, sem que comprometa o cumprimento de suas obrigações, a contribuir com o Estado, com as forças de segurança no combate da criminalidade. Poderemos, além de criar uma estrutura bem enxuta, ajudar através de convênios, estabelecendo uma parceria de forma bem mais efetiva, frisou o vice-prefeito.
Porém, ele ressaltou que a Semasp, da forma como foi implantada no ano passado, está descartada. Queremos e vamos contribuir, não da forma como foi feito antes, onde deixaram de pagar a previdência dos servidores, parcelas da dívida da Coder e até mesmo parcelas do aluguel das viaturas.
O vereador Rodrigo disse que o seu objetivo em levantar a discussão da reativação da Semasp é, justamente, fomentar o debate sobre a necessidade de o município criar um mecanismo efetivo para contribuir no combate da criminalidade.
Entendemos que cuidar da segurança não é um dever apenas da polícia. O nosso intento, ao abrir essa discussão, é o de levantar a necessidade de o município ter novamente uma estrutura, mais enxuta que anterior, para ajudar a organizar as ações do setor na cidade, visando diminuir os índices de criminalidade, que estão preocupantes, explicou Rodrigo, acrescentando que, também, fomos contrários a forma com que foi implantada a secretaria pela gestão anterior, completou.
Coube ao comandante do 5º Batalhão de Polícia Militar, Major Sandro Barbosa, apresentar a proposta de implantação de uma secretaria municipal de Segurança Pública, tal qual foi proposta inicialmente, mas que não foi acatada pela gestão anterior.
Pela proposta, para reativar a Semasp, o município teria que arcar com cerca de R$ 1,5 milhão por ano, com recursos humanos, manutenção e abastecimento das viaturas. Nessa reativação, estariam em funcionamento cinco viaturas para um policiamento diário em locais estrategicamente escolhidos.
A prefeitura irá fazer o que puder ser feito para ajudar as forças de segurança. Mas, não adianta pensar que o município, que já tem suas obrigações básicas para cumprir, irá conseguir suprir essas deficiências em virtude da omissão e abandono por parte do governo, principalmente por causa da opção em investir nas obras de preparação para Copa do Mundo, que será realizada em Cuiabá no próximo ano, concluiu Rogério.