Técnicos
da Secretaria Municipal de Educação (Semed), gestores e responsáveis pela
coordenação pedagógica das escolas estão fazendo a avaliação do processo
ensino-aprendizagem de cada unidade de Ensino Fundamental. O objetivo é avaliar
a aprendizagem dos alunos e as medidas que estão sendo adotadas para a
superação dos problemas. O trabalho de Mediação Pedagógica acontece desde o ano
passado e esta é a segunda vez que as escolas vêm à Secretaria
para detalhar o trabalho feito com os alunos.
Todos os dados da escola como
quadro de profissionais e indicadores de aprendizagem dos finais dos ciclos,
assim como, quantidade de professores que participam das formações da
Secretaria e parceiros, como por exemplo, Ministério Público Estadual são
detalhados. Os dados de aprendizagem usados na avaliação dos alunos são o
Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) de 2013 e o SAEM
interno inicial e medial (Sistema de Avaliação de Ensino do Município) da
própria escola. No levantamento, aparece a quantidade de alunos que está e a
que não está acompanhando a turma.
Quatro fatores são avaliados em
conjunto pela equipe: alfabetização e aprendizagem adequada de cada fase;
acompanhamento do coordenador no planejamento da Hora de Trabalho Pedagógica
Coletiva (HTPC); o trabalho da HTPC com formação centrada na escola/Semed e os
projetos desenvolvidos na escola para melhorar o processo de
ensino/aprendizagem. Este é o momento de avaliação em que o desenvolvimento de
cada turma é explicado, assim como, casos de alunos que necessitam de aulas
extras, ou seja, apoio pedagógico no contraturno da aula. São analisados
procedimentos, projetos, metodologia aplicada, trabalho da coordenação
pedagógica e do professor.
A gerente do Departamento de
Ensino Fundamental Marisa Brescovici Araújo destaca que todo o esforço do
professor deve ser para o bom planejamento da aula e que projetos e apoio devem
ser complementares. O professor tem que fazer um bom plano para que todos
acompanhem, para que os alunos tenham uma aula atrativa, diferente, há
materiais nas escolas disponíveis para estas aulas, como jogos, e também há a
criatividade do professor, explicou.
Para quem está acompanhando o
trabalho, está claro que as turmas que estão tendo maior índice de alunos
acompanhando o ensino são as que têm professores que trabalham a aula de forma
diferente, tornando os momentos na sala de aula mais atrativos. Já os
profissionais que atuam no método tradicional estão com alto índice de alunos
que não acompanham o conteúdo. No caso desses alunos, o professor acaba
trabalhando dobrado porque precisa dar o apoio pedagógico, o conhecido reforço
escolar.
Para a diretora Edmária Silva
Xavier estes encontros são excelentes porque proporcionam a troca de
experiências entre profissionais da escola e técnicos, são apresentadas
sugestões e discutidos problemas a serem superados. Considero que deveria
haver mais momentos como este, pelo menos dois no ano ou até mesmo criado um
núcleo na Secretaria com este objetivo. Nesta gestão, estamos sendo muito
cobrados, mas entendo que isso é para a melhoria da educação. Nesta rodada, já
temos orientações que serão aplicadas na escola, destacou. Outro
ponto positivo apontado pela diretora foi a criação da equipe de mediação,
composta por profissionais que acompanham o trabalho pedagógico nas escolas com
o objetivo de fazer intervenções que melhorem a aprendizagem dos alunos.
Marisa lembra que na rodada de
Mediação Pedagógica do ano passado surgiram duas reivindicações que
foram implementadas na rede: a criação da equipe de mediação pedagógica e o
aumento da carga horária do professor contratado de 24 para 26 horas, o que
acarretou mais tempo para o professor planejar as aulas.
O trabalho é realizado de forma
conjunta pelos departamentos de Ensino Fundamental, Divisão de Formação da
Educação e Divisão de Avaliação e Monitoramento de Indicadores e representantes
das escolas. Os encontros começaram dia 01 de outubro e acontecem até dia 23.
Todas as 38 escolas participam da atividade.