A
enfermeira Cristina Pereira da Silva, responsável técnica pelo Programa
DST/Aids e hepatite da Secretaria Municipal de Saúde, garantiu nesta
segunda-feira (28), data lembrada mundialmente pela luta contra as hepatites
virais, que todas as unidades de Estratégia da Saúde da Família ESF estão
capacitadas para colher amostras sanguíneas para a realização de testes rápidos
tanto da hepatite B quanto da C. Cristina ainda garante que a cidade não
apresenta um quadro endêmico de nenhuma delas, embora há de se dar importância
à prevenção.
Cristina
diz que é crescente o número de casos na cidade nos últimos anos, mas não há
indicações de um alastramento acentuado dos vírus. Em 2011 tínhamos um quadro
de quase 80 pessoas contaminadas pela hepatite B e este número aumentou para
118 no ano passado, no último levantamento oficial que fizemos. No caso da
hepatite C, foi de 26 casos para 40. Óbvio que este crescimento é alvo da nossa
atenção, mas não significam uma proliferação anormal do vírus, disse.
Todas as
unidades de Atenção Básica fizeram uma busca ativa em suas áreas de atuação
durante este mês, segundo Cristina, no intuito de identificar novos casos. Ela
comenta que no caso da hepatite B a prevenção continua sendo a principal arma.
Se trata de uma DST, ou seja, com o uso do preservativo não há contaminação,
mas ainda existe a vacina. Para os já infectados, contamos não só com a
detecção descentralizada, como temos uma equipe multiprofissional que atua no
tratamento, reabilitação, e manutenção da saúde do paciente contaminado não só
com a B como também com o tipo C, garante a enfermeira.
A equipe
multiprofissional citada por Cristina atua no Serviço de Atendimento
Especializado Sae, que fica na Santa Cruz. Ela garante que até mesmo no caso
da hepatite C, onde havia até pouco tempo atrás um problema com a distribuição
de repasses de medicamentos pelo Governo Federal, os pacientes estão totalmente
amparados. A hepatite C é transmitida por um vírus bem resistente e vive por
até três dias fora do corpo. Até algumas décadas atrás a pessoa contraía esta
doença através de uma transfusão de sangue ou em contato com materiais
infectados, o que seria mais comum em trabalhadores do setor da saúde. Hoje
quando a doação de sangue é bem controlada e o material utilizado é descartável.
O mais importante para estas pessoas que já têm esta doença é que nós estamos
totalmente preparados para fornecer o atendimento e o acompanhamento devido,
concluiu.