O Banco
de Leite Humano BLH existente na Santa Casa de Misericórdia e mantido em
parceria pela instituição filantrópica e pela Secretaria Municipal de Saúde,
ainda necessita de doadoras. A afirmação foi feita pela responsável técnica
pela unidade, Sheila Santos, nesta segunda-feira (4) que abre a semana mundial
de aleitamento materno.
Sheila
explica que o BLH só atende a demanda de recém-nascido hospitalizado na
principal maternidade da região Sul, mas mesmo assim ainda não existe produção
suficiente para garantir a autossuficiência. Eu diria que hoje nós fazemos
cerca de 50 a 70% do que precisamos para manter os 10 leitos existentes de UTI
(Unidade de Terapia Intensiva) e os quatro leitos semi-intensivos, avaliou.
A técnica
disse que o BLH montou uma programação não só na semana mundial de aleitamento,
mas para todo o mês de agosto com intuito de aproximar as 48 atuais doadoras
ativas das mães biológicas, enfatizando a importância do ato. Achamos por bem
realizar este encontro porque humaniza ainda mais o ato. Antes, esta doadora
fazia por um desconhecido, agora tem mais motivos para continuar contribuindo e
incentivando outras doadoras, ressalta.
Para
fazer a semana mundial do aleitamento materno dar resultados práticos, Sheila
comenta que é necessário que se fale do assunto. Este ano estamos com uma
programação apenas interna, mas temos informações que nos ESFs isto está sendo
passado para as mães que estejam amamentando e com excesso de leite, o que a
caracteriza como uma doadora. É fundamental que falemos do assunto, como sobre
a importância de amamentar até os seis meses de vida da criança não só para o
bem do bebê, mas para que o adulto do futuro tenha probabilidade menor de ser
um portador de diabete, colesterol e hipertensão, por exemplo, alertou.
A
secretária de Saúde do Município, Marildes Ferreira, também fez questão de
comentar a importância do assunto ser abordado por todos os profissionais de
saúde que lidam com o pré e o pós-parto. A campanha do Ministério da Saúde
para esta semana é Amamentação: uma vitória para toda a vida e faz todo o
sentido. Infelizmente existe ainda a necessidade de incentivarmos, sobretudo as
mães mais jovens, sobre a importância desta prática. Tem de se obedecer este
laço afetivo da mãe com o bebê nos primeiros dias de vida, ou a conta pode vir
muito cara; além disso, a questão da saúde dessa criança, nem se discute. Por
isso nossos profissionais estão engajados nisso, garantiu.