A meta do prefeito Percival Muniz de voltar a tornar forte a saúde pública nos bairros, com a estruturação profissional dos PSFs, vem se cumprindo nos primeiros meses da gestão. Um bom exemplo disso é a unidade da Vila Olinda, que desde janeiro revolucionou a rotina diária de encaminhamentos e procedimentos padrões.
Nesta terça-feira (11), desde as primeiras horas da manhã, a eficácia dos serviços era comprovada com a grande procura da comunidade, como é o caso do vigilante José Francisco da Silva, morador da Vila desde sua formação habitacional. Aos 37 anos, José destaca a celeridade dos atendimentos na saúde para a comunidade.
Até pouco tempo a gente marcava uma consulta na segunda e era atendido lá para quarta-feira. Hoje se você chegar de manhã e marcar, à tarde você já é atendido. Prova disso é que o povo antigamente ia direto para o P.A. (Pronto Atendimento), agora você passa aqui e vê a população dentro do PSF. No passado aqui já ficamos três dias sem médico, contou o vigilante.
A realidade exposta por José, sobre a falta de clínicos gerais, era uma constante e um clamor da sociedade em várias das 33 unidades, hoje existentes na cidade. Um dos primeiros encaminhamentos solicitados por Percival à secretária de saúde Marildes Ferreira, era o de conversar com todos os médicos sobre a obrigatoriedade destes profissionais cumprirem a carga horária de 8 horas por dia e, desta forma, atender ao pedido popular.
Magda Rosa, gerente do Departamento de Atenção à Saúde, expõe que mesmo após nove contratações ainda há um déficit de quatro médicos nos PSFs. O problema, além do cumprimento à risca da carga horária, onde muitos não aceitam, é a própria falta de profissionais disponíveis na cidade. Mas estamos buscando até mesmo fora de Rondonópolis e vamos preencher estas lacunas, garantiu.
NA Vila Olinda, o dr. Denilson Oliveira, se juntou a uma equipe de um enfermeiro, dois técnicos, seis agentes comunitários, um administrativo, um dentista e seu auxiliar, além de uma profissional de serviços gerais, para tornar a unidade referência, segundo ressalta a presidente do bairro, Hilda dos Nascimento, a Hilda Furacão.
Hoje tem médico no posto. Vejo também pessoas humildes trabalhando nos PSFs e conversando com os presidentes de bairros. Esta equipe renovada tem entendido esta necessidade e precisamos mesmo trabalhar juntos, analisou a líder comunitária da população de quase 1.200 moradores, que é atendida em duas unidades do Programa Saúde da Família.
Além dos serviços padrões, a enfermeira responsável pelo PSF da Vila Olinda, Valquíria dos Santos Reis, detalhou que a unidade desenvolve o programa de saúde do trabalhador. Uma vez por mês atendemos pessoas aqui das 17 às 21 horas. Este horário alternativo é para aqueles trabalhadores que muitas vezes não conseguem vir durante o dia para se consultar, explicou, lembrando que o funcionamento da unidade é das 7 às 11 pela manhã e 13 às 17 horas no período vespertino.
O médico Denílson contou que está satisfeito em notar que a população começou novamente a dar credibilidade à saúde pública nos bairros. Ele afirma que o cronograma estipulado na cartilha do Governo Federal vem sendo cumprido. Hoje estamos atendendo cerca de 16 pessoas durante a manhã, onde focamos os grupos prioritários (crianças, gestantes e pacientes de risco) e mais 16 à tarde. Ainda temos os casos de emergência. Mas o ideal é que as pessoas tenham a consciência que procurar as unidades de pronto socorro, como é o P.A., é só no caso de extrema urgência, falou.
Além dos atendimentos na estrutura do PSF, Denilson explica que atende o protocolo do Ministério da Saúde que prevê visitas médicas mensais em residências. Vamos ao encontro de pelo menos cinco pacientes a cada 30 dias, confirmou.