Enfermeiros, técnicos de enfermagem e demais profissionais do
Departamento de Ações Programáticas da Secretaria Municipal de Saúde realizaram
uma capacitação nesta semana para utilizarem o plicômetro. O aparelho,
adquirido pela Pasta, mede a porcentagem de gordura corporal e será utilizado
para reforçar os exames já fornecidos pelos trabalhadores em mutirões
comunitários, somando-se aos testes rápidos de DST/Aids, aferição da pressão
arterial, teste de glicemia, de hanseníase, tuberculose e outros.
A gerente do Programa de Doenças Crônicas Não Transmissíveis,
Jane Paula Gonçalves, explica que o percentual de gordura está ligado
diretamente à incidência ou ao provável surgimento, no futuro, de doenças
cardiovasculares. "Estamos próximos do Dia Mundial do Coração (29) e as
nossas Ações Programáticas estão sendo pensadas no intuito de aprofundar e diagnosticar
melhor os fatores de risco nas pessoas, em meio ao contato que temos com elas
nos diversos eventos feitos nas comunidades, explicou.
João Vítor foi o instrutor dos profissionais e detalhou que o
plicômetro é um aparelho de boa precisão, mas que necessita obedecer a
critérios técnicos para atingir com exatidão dados confiáveis em relação à
situação do tecido adiposo do paciente. Na mulher, o exame é feito na coxa,
nos oblíquos e na tricipital. Já no caso do homem, o plicômetro é manuseado no
bíceps, também no oblíquo e na região pouco abaixo da clavícula, disse.
Ainda, segundo João, há uma diferenciação na quantidade ideal de
porcentagem para os dois gêneros, sendo: de 9,4 a 14,1% para homens jovens e
17,1 a 20,5% em mulheres com menos de 30 anos. Muitas vezes uma mulher é
aparentemente magra, mas na medida da porcentagem de gordura ela não está tão
saudável assim. No homem normalmente é mais visível, especialmente, na região
do abdômen, comenta.
Jane apresentou alguns números comparativos entre homens e
mulheres de quadros de hipertensos, diabéticos e óbitos registrados pela rede
municipal de saúde. De 2013 até os dias atuais, de acordo com dados registrados
pelo Sus: 2.967 homens foram registrados com hipertensão e 4.946 mulheres.
NO caso de pessoas que possuem hipertensão e ainda têm diabetes,
o número é de 820 do sexo masculino e 1.799 do feminino. Em relação aos óbitos,
foram 387 vítimas gerais de complicações no aparelho circulatório em
Rondonópolis. Estes números, porém, têm de ser interpretados: as mulheres
procuram mais o médico, enquanto os homens acabam tendo mais resistência. Ou
seja, a contabilização pode não ser tão real, porque só registramos os que
procuram nossas unidades, disse.
Já amparados do plicômetro e dos novos conhecimentos, os
profissionais das Ações Programáticas participarão de vários eventos nos
próximos dias para medir a gordura de servidores e da população.