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EM MUTIRÕES

Profissionais se capacitam para medir gordura corporal

Hevandro Soares/ Gabinete de Comunicação Social

26/09/14 às 14:57

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Saúde promove capacitação para medição de gordura corporal‏ | Matusalem Teixeira

Enfermeiros, técnicos de enfermagem e demais profissionais do Departamento de Ações Programáticas da Secretaria Municipal de Saúde realizaram uma capacitação nesta semana para utilizarem o plicômetro. O aparelho, adquirido pela Pasta, mede a porcentagem de gordura corporal e será utilizado para reforçar os exames já fornecidos pelos trabalhadores em mutirões comunitários, somando-se aos testes rápidos de DST/Aids, aferição da pressão arterial, teste de glicemia, de hanseníase, tuberculose e outros.

 

A gerente do Programa de Doenças Crônicas Não Transmissíveis, Jane Paula Gonçalves, explica que o percentual de gordura está ligado diretamente à incidência ou ao provável surgimento, no futuro, de doenças cardiovasculares. "Estamos próximos do Dia Mundial do Coração (29) e as nossas Ações Programáticas estão sendo pensadas no intuito de aprofundar e diagnosticar melhor os fatores de risco nas pessoas, em meio ao contato que temos com elas nos diversos eventos feitos nas comunidades, explicou.

 

João Vítor foi o instrutor dos profissionais e detalhou que o plicômetro é um aparelho de boa precisão, mas que necessita obedecer a critérios técnicos para atingir com exatidão dados confiáveis em relação à situação do tecido adiposo do paciente. Na mulher, o exame é feito na coxa, nos oblíquos e na tricipital. Já no caso do homem, o plicômetro é manuseado no bíceps, também no oblíquo e na região pouco abaixo da clavícula, disse.

 

Ainda, segundo João, há uma diferenciação na quantidade ideal de porcentagem para os dois gêneros, sendo: de 9,4 a 14,1% para homens jovens e 17,1 a 20,5% em mulheres com menos de 30 anos. Muitas vezes uma mulher é aparentemente magra, mas na medida da porcentagem de gordura ela não está tão saudável assim. No homem normalmente é mais visível, especialmente, na região do abdômen, comenta.

 

Jane apresentou alguns números comparativos entre homens e mulheres de quadros de hipertensos, diabéticos e óbitos registrados pela rede municipal de saúde. De 2013 até os dias atuais, de acordo com dados registrados pelo Sus: 2.967 homens foram registrados com hipertensão e 4.946 mulheres.

 

NO caso de pessoas que possuem hipertensão e ainda têm diabetes, o número é de 820 do sexo masculino e 1.799 do feminino. Em relação aos óbitos, foram 387 vítimas gerais de complicações no aparelho circulatório em Rondonópolis. Estes números, porém, têm de ser interpretados: as mulheres procuram mais o médico, enquanto os homens acabam tendo mais resistência. Ou seja, a contabilização pode não ser tão real, porque só registramos os que procuram nossas unidades, disse.

 

Já amparados do plicômetro e dos novos conhecimentos, os profissionais das Ações Programáticas participarão de vários eventos nos próximos dias para medir a gordura de servidores e da população.

 

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