O
procurador-geral do Município, Fabrício Miguel Corrêa, anunciou na manhã desta
quinta-feira (14) que a Prefeitura ajuizará, nos próximos dias, ações para
buscar o recebimento de R$ 1.831.814,00 referentes a 185 processos que já
passaram por todas as vias recursais administrativas do Procon. As demandas são
frutos de infrações cometidas por agências bancárias e empresas de telefonia
móvel, constatadas em fiscalizações do órgão ou denúncias populares. Fabrício
ainda afirmou que paralelamente ao ajuizamento, o Município também acessará o
Cartório de Protestos de Títulos na intenção de buscar os créditos.
Desde
2013, o prefeito Percival Muniz tem solicitado um empenho muito grande de nós,
via Procon, para que várias irregularidades como falta de assentos, banheiros,
filas extensas, má qualidade do serviço telefônico e vários outros desrespeitos
ao cidadão sejam punidos com rigor, sobretudo porque estamos falando de
serviços rotineiros e essenciais. Diante disso, estes 185 processos já
tramitaram e as empresas já foram condenadas. Se ainda não houve o pagamento,
não há outro caminho a não ser o de protestar, que pode levar até a negativação
da envolvida, e o ajuizamento que pode resultar no bloqueio dos ativos da
infratora, explicou Fabrício.
Todo o
recurso que chega proveniente de multas à prefeitura, segundo Fabrício, é
revertido 50% ao erário, ou seja, os cofres públicos e a outra igual parte fica
retida no Fundo Municipal de Direitos Difusos, o Fundo do Procon, de onde o
dinheiro só pode sair para uso e investimentos na melhoria de atendimento aos
consumidores. Há uma vontade do prefeito em construir uma sede do Procon,
dando a este órgão a estrutura condizente a sua importância social e é
importante dizer que as empresas podem tentar um entendimento com a justiça de
não depositar o valor, mas reverter o valor em benefício a sociedade. Por
exemplo, se a infratora preferir custear a construção de uma creche e a justiça
der este aval isto também será uma forma de pagamento, detalhou.
Distritos
Industriais
Fabrício
Miguel também confirmou que o Município está procedendo judicialmente com a
retomada de vários lotes negociados com empresas no passado, nos distritos
industriais, e que até agora não receberam investimentos em instalações para
permitir o início das atividades. Legalmente, estas empresas tem dois anos
para edificar, a partir da data quando adquiriram estes lotes, e logo em
seguida iniciar as suas atividades. Esta cobrança é porque o que a Prefeitura
fez nestes distritos foi praticar um preço de venda muito abaixo do mercado e
dar diversos outros subsídios para incentivar o desenvolvimento econômico da
cidade. Ocorre que muitos empresários que se beneficiaram disto, agora esta
vendendo os lotes pelo preço real de mercado, especulando em cima de um projeto
sério para ter lucro e isto é ilegal, tanto é que já estamos conseguindo
reintegrar posses e continuaremos procedendo assim, reiterou, confirmando 40
processos em curso no Distrito Augusto Bortoli Razia e 12 no Maria Vetorasso
estão em andamento.
Outra
mudança de postura da atual gestão frente aos distritos foi o de negar a
hipoteca solicitada por empresários. Em tese, quando a prefeitura dava o aval
para a hipoteca no passado era para que os empresários conseguissem o
financiamento junto ao banco para instalar sua empresa. Mas o que ocorre é que
muitos usaram disso para pegar este dinheiro e capitalizar somente, ou seja,
não construíram nada. Agora, o financiamento está em curso, não foi feito
pagamento e a instituição financeira vai atrás daquilo que era a garantia
inicial que tinham, o terreno. Então não vamos mais avalizar este procedimento,
finalizou.