A
audiência pública da noite de ontem (24) realizada na Câmara Municipal de
Vereadores envolvendo consumidores, Procon, Legislativo, agências bancárias e
instituições financeiras, além de lojas de artigos eletrônicos e domésticos de
Rondonópolis, serviu para que atualizações da legislação, oriundas de
conferências nacionais dos procons e leis recém-aprovadas em nível estadual e
municipal, fossem conhecidas e debatidas por todos. Entre as principais novas
cobranças do órgão de fiscalização estão a obrigatoriedade do isolamento de
caixas eletrônicos em agências bancárias e alterações na relação de compra no
meio varejista.
O
coordenador do Procon, Juca Lemos, solicitou dos gerentes da Caixa Econômica
Federal e do Banco do Brasil, o pronto cumprimento a lei de adequação dos
terminais de autoatendimento na nova estrutura de privacidade exigida. Lemos
acredita que o bom relacionamento criado com a direção das instituições
financeiras, fará com que mais este mecanismo de segurança aos correntistas
seja garantido.
Nós
tivemos um histórico recente, em um trabalho iniciado em 2013 para cumprimento
de uma legislação municipal, aprovada em 2010, onde conseguimos o entendimento
com todos os bancos e hoje eles contam com estrutura de isolamento nos caixas
pessoais de atendimento na parte interna das agências. Agora uma lei aprovada
pela Câmara no fim do ano passado solicita uma estrutura de 1,8 metros de
altura e obstrução lateral de material opaco para garantir mais segurança
também de quem saca dinheiro no caixa eletrônico. Não tenho dúvida que este investimento
vai inibir as ações de criminosos, especialmente na prática conhecida por
saidinha de banco, analisou Juca.
Ainda aos
gerentes e proprietários de agências lotéricas, Juca solicitou o cumprimento da
lei das filas que limita em 25 minutos o tempo máximo de espera, em dias
normais, e 40 minutos em vésperas de feriado. Já aos varejistas, que só perdem
no ranking de reclamações para as próprias empresas do sistema financeiro e de
serviços essenciais, como redes de telefonia e energia elétrica, Juca e os
representantes do Procon, como o supervisor geral, Alex Onassis, e a fiscal, Luzimar Leite Mineiro, abordaram
situações corriqueiras que, pela desinformação tanto de quem compra como de
quem vende, acabam gerando a insatisfação e consequentemente processos no
órgão.
Nenhum
comerciante é obrigado a aceitar cheque ou cartão, mas deve informar com
publicidade visível em sua loja. Outra situação que ocorre muito é o lojista
aceitar o cheque, mas solicitar um tempo determinado de existência daquela
conta. Isto não é previsto em lei alguma. Em relação ao parcelamento dos
produtos vendidos, o consumidor tem de ter claro o quanto será acrescido em
valor naquele bem que está adquirindo, no caso o quanto pagará de juros para
decidir se compra ou não. Jamais pode ser cobrado preços diferenciados em caso
de pagamento em dinheiro, cartão de débito ou cheque, lembrando que no caso do
crédito em uma só parcela esta quitação também não deve sofrer alterações de
valor porque é considerada à vista, pontuou Luzimar.
Participaram
ainda da reunião os presidentes da Câmara de Dirigentes Lojistas - CDL e do
Sindicato do Comércio Varejista, Neles Farias e Almir Batista de Santana, e o
vereador Jaílton do Pesque e Pague, que é membro do Conselho Municipal de
Defesa dos Direitos do Consumidor e foi quem articulou a cedência do espaço
para a audiência junto a direção da Casa de Leis.