A
Prefeitura de Rondonópolis realizou na manhã desta quarta-feira (28), na sala
de reuniões, a quarta oficina técnica da Comissão Permanente Técnica de
Desenvolvimento Urbano - Codeur, Comitê de Gestão do Plano Diretor e
vereadores, além da Companhia Ambiental para apresentar as primeiras bases a
serem discutidas em relação às alterações do Plano Diretor Municipal.
A
oficina de hoje foi uma continuidade da terceira, realizada ontem, onde foi
apresentado pela equipe técnica em conjunto com a empresa de consultoria Cia
Ambiental, um diagnóstico dos levantamentos, estudos técnicos que foram feitos
até o momento. Os dados foram apresentados para que numericamente seja mostrada
a cidade como um todo, ou seja, como está atualmente Rondonópolis.
A
partir disto serão traçadas diretrizes para o Plano Diretor. Hoje foram
apresentados os estudos técnicos, planilhas, estimativas. Os dados técnicos é
que vão embasar as ações e a proposta de elaboração das leis que vão reger o
Plano Diretor, disse o secretário Municipal de Habitação e Urbanismo, Roberto
Carlos Correa de Carvalho.
O
próximo passo será a elaboração de propostas, que serão as diretrizes iniciais
que vão direcionar depois a redação das leis que virão numa outra etapa que
serão discutidas e posteriormente encaminhadas para votação na Câmara Municipal.
Estiveram
presentes na reunião de hoje a equipe técnica da prefeitura, núcleo gestor,
composto por 60% de representantes da sociedade civil e 40% do poder público.
Assuntos
debatidos anteriormente
Alguns
pontos em outras reuniões já foram debatidos como o desnível do terreno na área
urbana que chega a 500 metros entre a parte mais alta e mais baixa da cidade e
o quanto isto acarreta sérios investimentos na área de drenagem e saneamento
básico, como forma de evitar alagamentos e assoreamento dos rios.
O
número elevado de bairros na cidade, mas que segundo a Companhia Ambiental não
é um problema tão evidenciado, pois a saúde do município tem informações mais
detalhadas sobre as regiões da cidade do que o IBGE.
Já foi
apontado também a necessidade de revisão da Lei de Uso e Ocupação do Solo
estabelecendo padrões como limite de altura para construções nas diversas
regiões da cidade e os tamanhos dos lotes. Sem essas alterações, em função da
cidade ser basicamente horizontal e ter longas distâncias, poderá apresentar
problemas no trânsito.
Outro
problema que também deve ser encarado nas novas leis criadas pelo Plano Diretor
Municipal é que Rondonópolis tem 10 loteamentos irregulares que precisam passar
por regularização fundiária e uma situação irregular fundiária desde 2012, que
é o Alfredo de Castro.