A
prefeitura de Rondonópolis promoveu mais uma edição do mutirão de limpeza e
combate ao Aedes aegypti na cidade. O trabalho foi viabilizado por uma força
tarefa, que reuniu parceiros do 18º Grupo de Artilharia e Campanha GAC,
Coder, Sanear, Bombeiros Civis, Secretaria Municipal do Meio Ambiente Semma e
Secretaria de Saúde.
Durante a
manhã de sábado (13) os mais de 200 envolvidos na operação de guerra contra com
mosquito que pode transmitir dengue,
zika, chikungunya e febre amarela urbana, percorreram 2.748 lotes que
correspondem aos bairros Vila
Mamed, Vila São Paulo, Jardim Maracanã, Jardim Morumbi, Jardim Maria Tereza,
Vila Romana, Residencial Acácias, Vila Rosely, Jardim Alvorada, Vila Estrela
Dalva e proximidades do Distrito Industrial.
O
prefeito Percival Muniz participou do trabalho e ficou preocupado com o que
presenciou. Mesmo com uma campanha nacional de grande repercussão pública,
foram encontradas, em várias residências, larvas que possivelmente são do
Aedes. O mosquito precisa ser combatido de forma eficaz. Ele transmite doenças
perigosas, que podem levar à morte. O poder público está fazendo sua parte, a
população também precisa fazer a dela. Precisamos diminuir cada vez mais a
incidência desse mosquito em nossa cidade, enfatizou.
Equipes
vistoriaram casa por casa. Residências abandonadas e condenadas previamente
pela Defesa Civil foram derrubadas, todo o entulho foi recolhido.
O esforço
conjunto tenta melhorar a situação da região Salmen, que tem um dos maiores
índices de infestação do mosquito na cidade.
De acordo
com o Levantamento Rápido do Índice de Infestação por Aedes aegypti - LIRAa, o
levantamento padrão para medir a infestação de uma cidade, a média na região
subiu de 1,78 que representa risco de epidemia, para 3,8 alto risco de
epidemia. O mutirão é positivo, esse volume maior de pessoas possibilita um
trabalho de porta em porta, amplia as possibilidades de orientação e prevenção.
As máquinas retiram todo o lixo, isso sem dúvida é significativo e contribui
para diminuir os índices de infestação local, conta Marildes Ferreira,
secretária Municipal de Saúde.
Mas para
o gerente do Departamento de
Saúde Coletiva de Rondonópolis, Edgar Prates, todo o esforço será em vão se a
comunidade não contribuir constantemente no combate ao Aedes. Nós temos hoje
quatros doenças associadas ao mosquito, este número pode chegar a sete. A população
precisa ter sensibilidade e levar essa parceria dia após dia, sempre
colaborando nas ações de saúde pública. Só assim vamos conseguir vencer esse
problema, conclui.