A
Comissão Permanente Técnica de Desenvolvimento Urbano Codeur e a Companhia
Ambiental realizaram a primeira audiência pública, na noite desta terça-feira
(17) para debater com a comunidade em geral a revisão do Plano Diretor
Participativo do Município. Na ocasião foram apresentadas as normas e fórmulas
utilizadas para formular as mudanças no Plano Diretor, bem como respondidas
dúvidas das pessoas presentes, que lotaram o auditório da Câmara Municipal.
Em uma primeira parte, representantes do Poder Executivo e
Legislativo falaram ao público. Para o vice-prefeito Rogério Salles, é
importante motivar a realização de um Plano Diretor com plena participação da
sociedade. Temos que discutir e assim, buscar melhorias para nossa cidade,
disse Rogério, que colocou a Prefeitura à disposição do povo para construir uma
cidade melhor para se viver.
Como representante do Legislativo municipal, o presidente da
Câmara Municipal, Lourislvaldo Manoel de Oliveira , Fulô, destacou a
importância do Plano Diretor, ressaltando que este chegará ao Legislativo para
ser votado. Temos que debater profundamente para que ele [Plano Diretor]
chegue nesta Casa redondo sem atropelar o processo que está sendo feito. O
nosso papel será criar uma força tarefa para votá-lo com rapidez, disse o
vereador.
O presidente da Codeur e secretário Municipal de Habitação e
Urbanismo, Roberto Carlos Correa de Carvalho, lembrou que as revisões nos
planos diretores das cidades se fazem necessárias a cada 10 anos e devem ser
feitas com a participação popular. Faremos, ao longo do processo, visitas in loco nas mais diversas regiões da cidade
para ouvir a população, ressaltou.
Na segunda parte, a Companhia Ambiental, empresa cedida pela
América Latina Logística ALL, como compensação ambiental ao Município para
contribuir na elaboração do Plano Diretor, apresentou a parte técnica envolvida
na revisão que está sendo feita.
Segundo o arquiteto Gustavo Lins Maia, a revisão do Plano
Diretor de Rondonópolis conta com uma equipe multidisciplinar que desenvolverá
o trabalho, junto com o Poder Público e a sociedade. O Plano Diretor é uma
construção coletiva, sendo uma ferramenta para o desenvolvimento e planejamento
de uma cidade conforme as suas potencialidades e suas dificuldades, buscando
qualidade de vida melhor para a população, explicou.
De acordo com o arquiteto, a equipe que elabora o novo Plano
Diretor de Rondonópolis já iniciou um diagnóstico da cidade e identificou entre
outros fatores que a cidade tem apenas 3% de sua área composta por perímetro
urbano, sendo o restante, área rural. O Plano Diretor deve abranger tanto a
área urbana como a rural e ser justo com todas as classes sociais, destacou
Maia.
O objetivo central é buscar o desenvolvimento sustentável da
cidade nos aspectos econômicos, ambiental, territorial a médio e longo prazos,
buscando o crescimento harmônico a partir do diagnóstico do município feito com
o Poder Público e a população, acrescentou Gustavo Maia.
Ao longo do processo de elaboração do Plano Diretor
Participativo de Rondonópolis serão feitas ainda mais duas audiências públicas,
mais três oficinas comunitárias marcadas para ocorrer nesta quarta-feira (18)
na Condiga, 18h30 e na Unisal, no mesmo horário e nesta quinta-feira (19), no
Condivo, às 18h30.
Além disso, será formado o Núcleo Gestor de Acompanhamento, que
é formado, no mínimo, por 60% da comunidade por meio de entidades e
representações comunitárias, e 40% Poder Público.
Também estão sendo feitos questionários para a população, que
estão sendo distribuídos pelas Agentes Comunitárias de Saúde, em todas as
regiões do Município.
Para as entidades e agentes comunitários que desejam fazer parte
da discussão do Plano Diretor o contato é pelo telefone (66) 3411-5716.