O
prefeito Percival Muniz recebeu em seu gabinete, na manhã desta segunda-feira
(9), membros do Kooperation Brasilien KoBra - grupo formado por
representantes da sociedade civil organizada da Alemanha, que já há
várias décadas desenvolvem trabalhos sociais no Brasil. Em Rondonópolis, o KoBra
já atendeu centenas de jovens em projetos sociais e vários outros cidadãos em
um programa de combate a Hanseníase.
Percival
reforçou que continua contando com a parceria da entidade, que na cidade
funciona via Associação Koblentz Brasil Kobra, com sede na Vila Operária. De
acordo com avaliação do prefeito, dentre outras coisas, se não fosse o reforço
do Kobra não seria exagero imaginar que a maior cidade da região Sul de Mato
Grosso poderia ser sede de uma sociedade de mutilados.
A
hanseníase, ou a lepra, é uma preocupação grande em Mato Grosso. A Dahw, que
agora atua junto ao Kobra, possibilitou que fossem tratadas e curadas mais de
oito mil pessoas aqui. Esta doença é contagiosa, se este trabalho não tivesse
sido feito, hoje seria possível contabilizar um universo de 20 a 30 mil pessoas
mutiladas em nossa cidade, relatou Percival.
Segundo o
prefeito, o trabalho não deve e nem vai perder força. O Kobra faz um trabalho
social maravilhoso na cidade, que tem o nosso apoio, e agora está também nesta
frente da Hanseníase. Quanto a esta doença a realidade é que ainda temos um
universo de sete infectados para cada 10 mil habitantes, quando o ideal seria
um para 10 mil. Mas quando vemos que no Estado este índice é de nove para mil e
em outras cidades, os números são de 12 para mil, vemos que estamos no caminho
certo.
Mais
cedo, o grupo que tem o fundador e atual presidente do KoBra, José Muitz, e o
representante da Dahw no Brasil, Manfred Gobel, visitaram o novo Centro de
Referência de Hanseníase, que está sendo construído na Avenida Frei Servácio,
anexo a antiga Farmácia de Manipulação, e se reuniram com a secretária de Saúde
do Município, Marildes Ferreira. Para a secretária, eles apresentaram Guido
Fuhrwauu, que assumirá a presidência no lugar de Muitz em abril, e elogiaram o
trabalho feito em Rondonópolis contra a Hanseníase, inclusive levando algumas
ideias daqui de volta para a Europa.
A
hanseníase está voltando para a Alemanha, levada por imigrantes. Os diretores
acharam muito útil o material de divulgação da Secretaria de Saúde de
Rondonópolis e levaram uma cópia. O que é feito aqui é um exemplo para que seja
feito um trabalho de rastreamento dos casos para evitar a proliferação da
doença. Um exemplo são os números encontrados no município de Sinop, no Norte
do Estado, onde fizemos a busca ativa e constatamos números maiores do que os
registrados em Rondonópolis, apesar da população ser bem menor do que aqui,
sinal de que o trabalho na cidade surtiu o efeito esperado, com o controle da
doença, disse Manfred, da Dahw.
Em
Rondonópolis, a Dahw, agora via KoBra, mantém e financia junto ao Município
vários projetos de apoio e tratamento aos pacientes de Hanseníase, como, por
exemplo, uma fábrica de palmilhas especiais para quem já está em estágio
avançado de enrijecimento dos nervos e tem dificuldades de se locomover, em
virtude das inflamações ocasionadas pela doença.