Investimentos feitos em aquisição de equipamentos e materiais
necessários para realizar o combate ao mosquito aedes aegypti resulta no
controle de casos de dengue em Rondonópolis e mantém a cidade fora do risco de
epidemia da doença. O gerente do Departamento de Saúde Coletiva do Município,
Edgar Prates, alerta que a população deve adotar os cuidados especiais para
ajudar a equipe da prefeitura a manter esse padrão de controle da dengue.
Edgar Prates conta que os dados estaduais apontam 2013 como o
pior período de incidência de dengue. E a previsão em todo país era por
epidemia da doença. A equipe responsável pelo combate do mosquito transmissor
trabalha desde o ano passado para controlar o número de casos e isentar a
cidade do risco epidêmico. As ações neste sentido receberam investimento de R$
350 mil neste ano. Cerca de 60% do montante é de recursos próprios aplicados no
plano.
O resultado positivo obtido foi o de redução do número de casos
neste ano. Das 1.823 notificações feitas no período de 1º de janeiro até agora,
foram confirmados 395 casos da doença. Edgar Prates explica que o Ministério da
Saúde MS considera epidemia o índice de 300 casos para cada 100 mil
habitantes, por semana. Ele compara que os números registrados na cidade, até
agora, representam uma média de 196,5 casos por cada 100 mil habitantes.
Estamos bem longe disso (epidemia), avalia.
Os levantamentos feitos pela equipe da Vigilância Epidemiológica
demonstram que a maioria dos casos de dengue registrada na cidade está
relacionada a viagens para outros municípios e estados nos feriados
prolongados, como os das festividades de fim de ano e carnaval. Edgar Prates
calcula que de 30 a 35% dos casos de dengue foram confirmados em pessoas que
viajaram para outras regiões. Outro fator considerado são os estudantes vindos
de fora.
Dever de todos
Edgar Prates reforça que toda a população deve se mobilizar e
trabalhar em parceria com o Poder Público para ajudar a manter o controle da
dengue. Ele orienta que é necessário manter quintais e terrenos baldios limpos
e livres de lixos que possam acumular água parada, como pneus, garrafas pet e
qualquer recipiente que possa acumular água. A população precisa fazer a sua
parte para conseguirmos manter Rondonópolis longe do risco de epidemia da
dengue, sugere.
Outra preocupação do gestor é com relação aos reservatórios
improvisados pelos moradores dos bairros afetados pela falta dágua. Edgar
Prates esclarece que com algumas interrupções do fornecimento de água, as
famílias costumam utilizar baldes e tambores como reservatórios. O que pode
resultar em criadouros do mosquito transmissor da dengue. Sabemos que neste
período de seca podem acontecer algumas interrupções no fornecimento. Mas, não
podemos esquecer que água parada contribui com a proliferação das larvas do
aedes aegypti, alerta.
Período chuvoso
A equipe responsável pelas ações de prevenção e controle da
dengue deve trabalhar num ritmo mais acelerados no período chuvoso. Edgar
Prates que coordena o programa de mutirões de combate à dengue, anuncia que
deve redobrar os cuidados de outubro até o fim do ano. Ele comenta que o
Ministério da Saúde pede atenção especial para 2015 e 2016 por causa das
olimpíadas que acontecem no próximo ano, no país. O Brasil se torna o centro
do mundo nas olimpíadas de 2016 e precisa manter o controle da dengue, acrescenta.