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ESTUDO CIENTÍFICO

Pesquisa da UFMT e CCZ quer saber se larva de mosquito já tem o vírus da dengue

CORACY LIMA // Gabinete de Comunicação Social

14/04/15 às 14:51

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PARCERIA - pesquisa estuda larvas do mosquito para saber se estão contaminadas‏ | Roger Andrade

Saber identificar se a larva do mosquito aedes aegypit já surge com o vírus da dengue ou não. Essa é a proposta da professora de microbiologia do Curso de Medicina da UFMT em Rondonópolis, Juliana Helena Chavez Pavoni, que desenvolve o projeto em parceria com o Centro de Controle de Zoonoses CCZ. Na segunda etapa, o projeto financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso Fapemat deve fazer a análise do vírus em pacientes com a doença.

 

Juliana Pavoni explica que a pesquisa vai ajudar a distinguir os quatro sorotipos do vírus da dengue, além de outros vírus que podem infectar os vetores e afetar a saúde do homem. Com isso, é possível saber quais desses sorotipos estão presentes em Rondonópolis e tentar fazer a associação com o número de casos humanos. Ela alerta que na reincidência da dengue, a pessoa pode contrair um sorotipo diferente e ter a doença agravada.

 

A pesquisa deve revelar também se a transmissão do vírus para a larva é feita de forma transovariana. Juliana informa que somente as fêmeas do mosquito se alimentam do sangue para conseguir maturar os ovos. Se a fêmea estiver infectada pode transmitir o vírus para o ovo e deste para a larva. O que pode contribuir para aumentar a circulação do vírus, explica.

 

O ovo infectado pode permanecer no ambiente por até um ano e depois, numa condição propícia, dar origem à larva e ao mosquito. Outro alerta feito pela pesquisadora é que a dengue pode se tornar bem mais grave naquelas pessoas que já sofreram a doença. Por isso é importante sabermos quais são os sorotipos do vírus existentes na cidade, esclarece.

 

Juliana Pavoni conta ainda que a transmissão do vírus pode acontecer também do homem para o mosquito. Ela diz que quando o mosquito sem o vírus pica uma pessoa com o sangue infectado, nos primeiros sete dias período que acontece a manifestação da doença este é contaminado pelo homem.

 

Pesquisas científicas realizadas anteriormente em outras regiões do país, com o objetivo de analisar a possibilidade da larva do aedes aegypit já surgir contaminada pelo vírus da dengue, confirmaram que boa parte das larvas estudadas era portadora do vírus. Na pesquisa local, a professora Juliana estuda, junto com alunos do curso de medicina e técnicos da UFMT, larvas do mosquito coletadas pelos agentes da vigilância ambiental em diversos bairros da cidade.

 

 

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