Até o dia 31 de agosto crianças entre um ano e quatro anos,
11 meses e 29 dias devem ser imunizadas contra o sarampo e a poliomielite. A VIP
(Vacina Inativada Poliomielite) destinada a quem ainda não se vacinou , VOP (Vacina
Oral Poliomielite) a gotinha, para aqueles que já tomaram uma ou mais doses
e a trípice viral que protege contra o sarampo estão sendo aplicadas em
todas as unidades de saúde de Rondonópolis, de segunda a sexta-feira, das 7h às
11h e das 13h às 17h.
Outra opção são os seis centros de saúde da cidade nos
bairros Nossa Senhora do Amparo, Cohab, Jardim Guanabara, Conjunto São José,
Jardim São Francisco, além da Policlínica que também estão aplicando a vacina
e funcionam de segunda a sexta-feira, das 7h às 18h. Contando com o Dia D, que
ocorreu no último sábado (18), Rondonópolis vacinou 8.313 crianças, o que
equivale a 61,54% da meta para o município - que é de 12.858.
Simultaneamente à campanha acontece a multivacinação, em que os
pais podem atualizar a situação vacinal dos filhos, levando-os para tomar as
doses contra outras doenças.
Num esforço para evitar o retorno dessas doenças já
eliminadas no território nacional, todos os municípios do país, capitaneados
pelo Ministério da Saúde, realizam a campanha contra o sarampo e a pólio desde
o dia 6 de agosto. Especificamente em
relação ao sarampo, a mobilização ocorre como medida de bloqueio em função dos
surtos dessa enfermidade no Amazonas com dois óbitos confirmados e em Roraima
que registrou quatro casos de morte. O vírus cruzou a fronteira pela
Venezuela onde a epidemia acontece desde o ano passado.
A boa notícia é que o Centro-Oeste não contabiliza nenhum
caso de sarampo, conforme a coordenadora da Imunização da Secretaria Municipal
de Saúde, Alessandra Santana. A nossa região não teve registro nem notificação
de casos suspeitos. Mas, como em estados vizinhos houve casos de sarampo e de pólio,
por precaução, o Ministério da Saúde ampliou a vacinação para todo o Brasil,
assinala a profissional.
Porém, ela alerta: É fundamental que os pais levem seus
filhos para se vacinarem, pois dessa forma podemos impedir que essas doenças
voltem ao Brasil. E mesmo as crianças que foram imunizadas devem tomar a dose
de reforço. Inclusive porque os casos que tivemos este ano ocorreram com
crianças que não haviam sido vacinadas.