Homens e mulheres de todas as
idades devem adotar medidas preventivas para viver com mais saúde e qualidade
de vida. Este é o alerta feito pelo enfermeiro Tony José de Souza durante a
palestra proferida para a equipe de profissionais da Secretaria de Promoção e
Assistência Social de Rondonópolis, na tarde desta quarta-feira (26). O evento
é mais uma ação do Programa Saúde do Trabalhador, desenvolvido pela Secretaria
de Administração do Município.
Tony de Souza, que coordena os
serviços do Centro de Saúde Nossa Senhora do Amparo, começou a roda de conversa
com a apresentação de números que refletem a situação da população masculina no
Brasil e no Mundo. O que levou organizações a definirem o Novembro Azul mês
dedicado à saúde do homem. O interesse é estimular todos a se cuidarem e evitar
doenças comprometedoras, como os tipos de câncer mais comum e as cardiovasculares.
O secretário Mohamed Zaher que
acompanhou a palestra junto com os funcionários da Pasta falou da experiência
pessoal de viver com câncer, depois de se descuidar dos exames necessários pelo
período de três anos. Ele fez o depoimento com o interesse de conscientizar os
homens presentes para a importância de se realizar o exame de próstata
regularmente, além de evitar o cigarro e se proteger contra os raios solares.
Tony de Souza destacou que câncer de próstata, pulmão e pele são os mais comuns
entre os homens.
O enfermeiro comparou ainda que
o câncer de próstata é a segunda maior causa de morte na população masculina.
Ele contou que cerca de 400 mil homens foram diagnosticados com a doença no
país e a cada três minutos é confirmado mais um caso no Brasil. Tony de Souza
explica que o homem cuida menos da saúde que a mulher, devido aos aspectos
socioculturais. O menino geralmente é criado como imbatível e que não pode
adoecer. Ele traz essa conduta para a vida adulta, informa.
Outro fator comprometedor,
avalia o enfermeiro, é o estilo de vida do homem que se alimenta de forma
errada e deixa de procurar as unidades de saúde para fazer prevenção. O homem
só procura atendimento quando descobre que está doente e acessa a atenção
especializada. E nem sempre segue o tratamento. Esses casos são mais difíceis
de resolver que os das mulheres que são mais cuidadosas com a saúde e sempre
fazem a prevenção. Isso representa mais custo para saúde pública, observa.
Na sequência, Tony de Souza
falou sobre a saúde da mulher e coordenou diversos procedimentos realizados.
Ele contou com a ajuda de profissionais da saúde para fazer encaminhamentos de
exames de PSA total, HMG, glicemia, colesterol e triglicerídeos e a atualização
da carteira de vacina com doses de imunização contra hepatite e duplo viral.