O
prefeito Percival Muniz anunciou, na noite desta terça-feira, o fim do drama
das cerca de 500 famílias que moram no condomínio Terra Nova. A informação foi
dada durante a reunião no salão do residencial, com moradores, vereadores,
secretário de Infraestrutura, presidente e diretor técnico da Coder, prefeito e
vice-prefeito.
Os
moradores passaram por situações de risco nos últimos dias, com a enxurrada que
atinge o residencial. A água da chuva desce pela parte alta da região, que vem,
sem nenhuma infraestrutura, desde o Jardim Atlântico, passando pelo Sagrada
Família e Cidade de Deus, desembocando em frente ao Terra Nova.
Desde a
semana passada a Companhia de Desenvolvimento de Rondonópolis- Coder, o Sanear
e a Sinfra, estão envolvidos em uma obra paliativa, onde parte da rua lateral
do Terra Nova, que foi levada pelas águas da chuva e ameaçava as casas, está
sendo recuperada. Para o presidente da Coder, Rodrigo da Zaeli, só na área vão
ser colocadas mais de 400 cargas de terra.
Aqui
era o maior corredor de águas da chuva da cidade, onde desemboca tudo o que
passa pelos bairros mais altos. Nós não estamos parados e já realizamos várias
reuniões técnicas. Agora é definir como começaremos as obras que no total somam
mais de R$ 86 milhões só em drenagem. Mas sabemos que a prioridade é acabar com
o risco que todas essas famílias correm, por isso vamos deixar nesta reunião a
certeza de que até o próximo ano, nesta época, pelo menos parte do problema
estará resolvido. Os recursos nós vamos buscar, com certeza, disse o prefeito
Na
verdade Percival Muniz apresentou pelo menos quatro alternativas de recursos
para parte da obra. O que nós podemos fazer mais urgente é a construção das
galerias aqui próximo ao residencial. Nosso projeto é de três galerias de 2,5
metros por 2,5 metros que vai da Alameda das Rosas até o Rio Vermelho. Essa
parte vai suavizar e muito o problema e o recurso poderá vir do governo do
Estado, do deslocamento do projeto da ponte da Avenida W 11; de emendas
parlamentares, indicadas pelo senador José Medeiros e pelo deputado federal
Adilton Sachetti; de recursos próprios, com a negociação de terrenos do
município; e, por último e menos provável, de novos recursos da União, com o
PAC III.
Os
moradores do residencial aproveitaram a reunião para fazer solicitações aos
representantes do Executivo e do legislativo presentes. A síndica interina do
condomínio, Carolinne Araújo Lábio de Oliveira, disse que a partir de agora os
moradores se sentem mais seguros. Nós acreditamos nas propostas do prefeito e
vamos apoiar também na cobrança da empresa que construiu o empreendimento. A
questão é ver a situação resolvida e o risco até de desabamento de algumas
casas do Terra Nova, longe da nossa realidade.