top
Início do conteúdo

GESTÃO

Município investe acima do constitucional para suprir demanda da Saúde

Danielly Tonin/Gabinete de Comunicação Social

23/10/14 às 18:10

None
Saúde, administração bipartite deixa município no prejuízo‏ | Matusalem Teixeira

A secretária Municipal de Saúde e presidente do Conselho de Secretários de Saúde de Mato Grosso, Marildes Ferreira, explica a situação atual da Saúde em Rondonópolis, especialmente, com as dificuldades enfrentadas pela falta de repasses do governo do Estado. Diante da situação, que também atinge outros municípios do Estado, a Prefeitura de Rondonópolis já investiu de janeiro até hoje, 30% do orçamento em Saúde, quando o mínimo Constitucional exigido é de 15%.

Conforme dados da Secretaria, somente para atender as demandas judiciais de casos que são de responsabilidade do Estado, já foram gastos, somente este ano, R$ 1,190 milhões. São demandas que vão desde a compra de leite específico até cama especial para paciente, esclarece Marildes Ferreira.

Além das questões judiciais, a atual dívida do Estado com o Município chega a R$ 3.937.084,31, entre repasses de medicamentos para a farmácia básica e para a média e alta complexidade. A Santa Casa de Misericórdia e Maternidade de Rondonópolis e o Hospital Paulo de Tarso, por exemplo, não recebem do Estado desde julho. Somente a dívida dos dois hospitais soma R$ 2.564.463,55.

A atenção básica é responsabilidade do município, que regula para o Estado os pacientes que necessitam de atendimento de alta complexidade. Em Rondonópolis, alta complexidade, que é responsabilidade do Estado, tem como referência a Santa Casa e o Hospital Regional, destaca a secretária.

Também é de responsabilidade do Estado fornecer as passagens para pacientes que fazem tratamento fora de domicílio, ou seja, em outros Estados. Hoje, Rondonópolis tem 64 pacientes nestas condições que não têm recebido as passagens. Para tentar amenizar os problemas solicito que os pacientes que fazem tratamento fora do domicílio me procurem antes das viagens para que eu possa tentar intervir junto ao governo do Estado, propõe Marildes.

Para resolver o problema das passagens, o governo do Estado propôs um repasse mensal de R$ 30 mil para ser dividido pelos 141 municípios, o que, segundo Marildes, não é o suficiente para atender a atual demanda.

A secretária ainda explica que não há falta de medicamentos da assistência farmacêutica básica, que é de responsabilidade do Município, porém na Farmácia de Alto Custo do Estado, o fornecimento de medicamentos não está regular.

Caso o Estado mantivesse os repasses em dia o Município poderia dispor de recursos na Saúde, de acordo com a secretária, para contar com mais profissionais de saúde, investir em estrutura, como a construção de novos Postos de Saúde da Família PSFs para atender áreas ainda sem cobertura, além de comprar mais medicamentos para os Prontos Atendimentos PAs adulto e infantil.

Este site utiliza cookies para melhorar a experiência de navegação dos usuários. Ao continuar a navegar neste site, você concorda com a nossa Política de Privacidade.
Chat EVA - Assistente Virtual